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Oposição reage à criação de "bolsa combustível"

23 MAR 10 - 08h:18
A edição de decreto presidencial, a dois meses da campanha eleitoral, concedendo ajuda de combustível a ocupantes de cargos comissionados no governo, deixou a oposição em alerta. Publicado ontem no Diário Oficial da União, o Decreto 7.132 autoriza cerca de 6 mil servidores de confiança, nomeados na administração direta, autarquias e fundações, a receber indenização, apelidada de “bolsa combustível”, pelo uso de veículo próprio em serviços externos. Cada um pode embolsar até R$ 374 extras ao mês e a conta pode chegar a R$ 25 milhões anuais para os cofres públicos. Partidos de oposição reúnemse hoje para definir medidas para anular o benefício, provavelmente por decreto legislativo. “Não bastasse o governo ter aparelhado toda a máquina pública, agora o presidente exacerba de suas funções e cria essa ajuda de custo para sua tropa, com fins nitidamente eleitorais”, atacou o deputado Raul Jungmann (PPS-PE). O PSDB e o DEM também acham esse o caminho mais adequado para barrar o que consideram ação do governo para favorecer a candidata à sucessão presidencial, ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que o decreto deu à oposição “a nítida impressão de ter caráter eleitoral”.
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