segunda, 23 de julho de 2018

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Oposição defende reforma política; aliados preveem continuação do crescimento

3 JAN 2011Por AGÊNCIA CÂMARA DE NOTÍCIAS04h:30

O vice-líder do DEM, deputado José Carlos Aleluia (BA), disse, após a posse da presidente Dilma Rousseff, que não tinha críticas a fazer ao discurso da nova presidente, mas que, em sua avaliação, seria muito complicado cumprir as promessas feitas. “Desejo felicidades [a Dilma], mas acho difícil cumprir seu discurso com as alianças que ela fez", avaliou.

Dilma defendeu uma reforma política que "fortaleça o sentido programático dos partidos" e "um conjunto de medidas para simplificar o sistema tributário". Para Aleluia, essas reformas precisam ser democráticas e não podem privilegiar partidos pequenos e sem representatividade.

As reformas tributária e política também são uma preocupação do líder do PSDB, deputado João Almeida (BA), ao ressaltar que seu partido está disposto a discutir com o Governo Dilma, principalmente assuntos urgentes como esse.

Na avaliação de Almeida (BA), Dilma deveria ter sido mais assertiva em favor da democracia, mas, segundo o parlamentar, mesmo assim o discurso tocou mais no assunto do que os do ex-presidente Lula.

Fiscalização
A reforma política também será uma prioridade na avaliação do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA). Ele acredita também que o desafio da oposição em 2011 será aumentar o contato com a sociedade. "A oposição vai manter o seu trabalho fiscalizador, mas tem a missão de levar o que é feito aqui no Congresso para as ruas, para criar mais conexão com a sociedade", disse.

Sobre a intenção da presidente de "estender as mãos para a oposição", o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) reforçou que já ouviu algumas informações de que Dilma estaria disposta a se reunir com parlamentares oposicionistas para negociar a votação de reformas estruturantes, como a tributária e a política. O deputado, porém, reclamou da ausência, no discurso, de compromisso pelo pacto federativo que reduza as desigualdades regionais.

Aliados de Dilma
O futuro líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), confirmou que a reforma política será prioridade para a bancada petista na próxima Legislatura, que começa em fevereiro. "Nós vamos trabalhar para existência de uma reforma política que melhore a instucionalidade eleitoral e política na sociedade brasileira, que permita que o cidadão comum participe da política", disse.

O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), elogiou o discurso de Dilma, e destacou que o novo governo será marcado pela eficiência e pela competência, duas qualidades que a presidente mostrou quando foi ministra da Casa Civil do Governo Lula.

O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), eleito senador, disse que Dilma precisa manter os avanços econômicos da Era Lula. "É fundamental que o País continue crescendo, controlando a inflação, gerando emprego formal e se inserindo, cada vez mais, no mercado internacional", disse.

O deputado Gilmar Machado (PT-MG), atual líder do governo na Comissão Mista de OrçamentoA Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização é responsável pela análise das propostas orçamentárias concebidas pelo Executivo. Além disso, deve acompanhar o desenvolvimento anual da arrecadação e da execução do Orçamento, fazendo eventuais correções ao longo do ano. A Comissão vota o Plano Plurianual, com metas a serem atingidas nos próximos quatro anos; a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece os parâmetros do Orçamento; e a Lei Orçamentária Anual, que organiza as receitas e despesas que o Governo terá no ano seguinte. Atualmente, o papel do Congresso é autorizar o Orçamento, ou seja, analisar os gastos propostos e aprovar sua realização., ressaltou que, como a presidente Dilma Rousseff tem um bom Orçamento para este ano, poderá dar continuidade às obras do PAC e ao Bolsa-Família, e, ao mesmo tempo, aumentar o atendimento de creches e as verbas para a área de saúde.

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) também avalia que a presidente assume o governo com uma conjuntura confortável, melhor que a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, quando assumiu seu primeiro mandato. Segundo ele, além de o País estar com as contas equilibradas, a América do Sul está muito mais integrada do que estava há oito anos. Ele ressaltou ainda que Dilma Rousseff terá maioria no Congresso construída pelo voto, e não com negociações que resultam em desgastes para o governo.

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