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JAPÃO

Operadora espera esfriar reatores de Fukushima em 3 meses

17 ABR 2011Por g108h:31

A empresa japonesa Tokyo Electric Power (Tepco) informou neste domingo (17) que os reatores danificados da usina nuclear de Fukushima e as piscinas de combustível nuclear serão resfriados em um prazo de três meses, apesar de sua estabilização completa levar entre seis e nove meses. O complexo foi danificado após o terremoto do dia 11 de março.

O presidente de honra da companhia, Tsunehisa Katsumata, apresentou seu plano para encerrar a crise na unidade, cujos reatores ficaram sem sistema de refrigeração por causa do devastador tsunami, que seguiu ao terremoto, deixando mais de 13 mil mortos no Japão.

O plano estabelece dois períodos, um primeiro de três meses no qual os reatores nucleares e as piscinas de combustível usado poderão ser esfriados. Em uma segunda etapa, de entre seis e nove meses, os reatores serão estabilizados totalmente, de acordo com a Tepco.

"Calculamos que serão necessários três meses para que o nível de radiação comece a baixar", explicou Tsunehisa Katsumata, presidente da Tepco. "Depois de terminar esta primeira etapa, serão necessários ainda mais seis meses antes que possamos reduzir os vazamentos radioativos a um nível bem baixo, diminuindo a temperatura dos reatores", acrescentou.

A empresa afirma que esta segunda etapa procurará "apagar a frio" os reatores para permitir aos técnicos que intervenham na central.

Para o ministro do Comércio e Indústria, Banri Kaieda, este plano de ação servirá para passar da atual fase de emergência para a de estabilização.

As autoridades pressionam a Tepco há vários dias para que a empresa apresente um calendário preciso, mais de um mês depois que o terremoto de magnitude 9. Os sistemas de esfriamento deixaram de funcionar, provocando explosões e vazamentos radioativos.

Cerca de 60 mil toneladas de água altamente radioativa impedem que os técnicos ingressem nas instalações para restabelecer o fornecimento de eletricidade das bombas de água.

As autoridades do Japão situaram em 12 de abril o acidente nuclear de Fukushima no mesmo nível de gravidade que o de Chernobyl, apesar de garantirem que as emissões radioativas eram, no momento, inferiores às da central da Ucrânia que explodiu em abril de 1986.

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