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ESTADO

Onze estupradores já foram presos por denúncias diretas neste ano

Onze estupradores já foram presos por denúncias diretas neste ano
27/04/2011 13:44 - Laís Camargo


Enquanto não é possível conscientizar toda a sociedade a respeitar ao próximo, as vítimas de estupro vêm ganhando vários aliados. A rapidez na troca de informações facilita o trabalho da polícia e ajuda a quebrar as barreiras do medo e da vergonha de ter sido abusado.

O último caso encerrado pela Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) foi de um mecânico de refrigeração, que abusou sexualmente de oito crianças, na maioria entre 10 e 13 anos de idade.

O crime que desencadeou o histórico do mecânico de 48 anos, José Martins de Santana, aconteceu em 12 de março, em uma fazenda na saída para Três Lagoas. Ele teria ido até lá para consertar um freezer, quando praticou sexo oral em duas crianças. Quatro dias depois, os pais das crianças o chamaram para uma conversa, na qual indagaram sobre a situação. José tentou fugir e funcionários da fazenda chamaram a polícia.

“Ele foi trazido para DPCA, foi interrogado, confessou e indicou outras crianças que ele também teria abusado. Essas crianças foram chamadas e interrogadas e indicaram outras, totalizando oito crianças. Há mais indicações e esse número pode aumentar para 15. Ele está preso temporariamente desde 16 de março”, conta a delegada Regina Márcia Rodrigues, responsável pelo caso.

Desde janeiro, a DPCA totaliza 11 presos por estupro no Estado. Vale lembrar que até 2009 a lei considerava sexo oral como ato libidinoso diverso de conjunção carnal. Atualmente é julgado como crime de estupro e o agressor pode pegar até 8 anos de prisão por cada vítima. O caso de José Santana está tramitando na Vara da Infância, Juventude e Idoso.
 

Serviço - Para denúncias, o número nacional é o 100. Já o da DPCA é o 3385-3456

Felpuda


Acontecimentos policiais de grande repercussão deverão refletir seriamente na jornada de uns e de outros. Os cortes nos “tentáculos do polvo” os deixaram sem respaldo para enfrentar a maratona que há tempos participam, e com sucesso. Ao mesmo tempo que ficaram sem o aconchego financeiro, afastaram-se do abraço, até então muito amigo, preocupados com o ditado popular que afirma:  “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”.