Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

ONU vê situação 'grave' e chefe vai ao Japão

16 MAR 2011Por g114h:26

Os novos acontecimentos na usina nuclear de Fukushima Daiichi são "muito sérios", disse nesta quarta-feira (16) o chefe da agência nuclear da ONU, Yukiya Amano.

Amano, que é um veterano diplomata japonês, anunciou que vai visitar o país nesta quinta para obter mais dados sobre a situação.

"Quero ver como podemos ajudar melhor o Japão", disse em Viena, na Áustria.

Ele afirmou que foram confirmados danos no núcleo de três reatores da usina, bastante afetada pelo terremoto de magnitude 9 seguido de tsunami que atingiu a costa japonesa no dia 11. Mas disse que ainda é cedo para dizer que a situação está "fora de controle".

As autoridades japonesas tentam resfriar os reatores 3 e 4 para evitar um acidente maior que possa provocar um vazamento radioativo de grande escala.

O que mais preocupa é a situação de uma piscina que armazena combustível nuclear usado no complexo de reatores, segundo a agência nuclear da ONU.

"Autoridades japonesas reportaram preocupações com a condição de uma piscina de combustível nuclear usado nas unidades 3 e 4 da usina Fukushima Daiichi", disse a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em nota.

Segundo o comunicado, o ministro da Defesa do Japão anunciou que helicópteros são utilizados para jogar água sobre o reator número 3, e que as autoridades também estão se preparando para jogar água na unidade 4 a partir de posições em terra.

Com medo do desenvolvimento da crise, países recomendavam que seus cidadãos evitem viagens para as regiões afetadas.

O governo dos EUA pediu aos americanos que evitem ficar em um raio em torno de 80 km da usina. Ou, se não for possível uma retirada segura, que permaneçam fechados dentro de casas.

O Pentágono também declarou esse perímetro de segurança em torno do complexo nuclear japonês.

O governo britânico recomentou a seus cidadãos que considerem a possibilidade de deixar Tóquio e a região.

O Ministério de Relações Exteriores da Alemanha recomendou a seus cidadãos residentes na área metropolitana de Tóquio que abandonem a capital.

Em meio à retirada de estrangeiros, equipes continuavam procurando vítimas do tremor e do tsunami nas regiões costeiras afetadas.

O número oficial de mortos passa de 4.300, mas a expectativa é de que ele cresça.

O país também enfrenta uma crise de desabastecimento.

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