Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

BUSCAS

Onça foge e mobiliza forças de segurança

30 OUT 2010Por bruno grubertt e bruna lucianer02h:35

Uma onça pintada de oito meses fugiu ontem de manhã do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), situado dentro da reserva dos parques do Prosa, das Nações Indígenas e do Parque dos Poderes, em Campo Grande. A busca pelo animal mobilizou pelo menos 30 homens da Polícia Militar Ambiental (PMA), Corpo de Bombeiros e funcionários do CRAS. De acordo com Pedro José Macedo, biólogo gestor do Parque do Prosa, por volta das 7 horas uma anta investiu contra a cerca que isolava a onça, possibilitando a fuga por baixo do alambrado.

As buscas foram encerradas por volta das 18 horas de ontem e devem ser retomadas hoje, assim que o dia amanhecer, conforme explicou o comandante do batalhão da PMA no Parque, Carlos Matoso. Ainda ontem à tarde, era aguardada a chegada de técnicos do Instituto Pró-Carnívoros, entidade de proteção dos felinos, que vêm de Corumbá. Mateiros — homens com conhecimento das peculiaridades da mata e do animal, também auxiliam nos trabalhos.

A procura pela onça iniciou-se ainda pela manhã e, à tarde, os policiais adentraram a mata fechada da reserva em busca do animal. Armados e comunicando-se por meio de aparelhos de rádio, os homens dividiram-se em duplas e percorreram a reserva em sentidos diferentes. Eles buscavam por pegadas do animal. “Vamos fazer um diagnóstico para saber se ela ainda está dentro do parque ou já saiu. Ela pode ter saído”, disse Matoso. Ao mesmo tempo, do lado de fora da cerca, outros policiais percorreram o entorno da reserva para tentar avistar o animal. Somente pela manhã, pegadas que seriam do felino foram encontradas próximo ao córrego que passa pela reserva. No entanto, as pistas não indicaram o caminho do bicho. Cinco cães foram usados na procura. A ideia era que os cachorros acuassem a onça permitindo que os policiais a imobilizassem, com a ajuda de dardos com tranquilizantes, disparados por rifles especiais.

Cuidados
O Parque das Nações Indígenas chegou a ser fechado, para evitar que os visitantes tivessem alguma surpresa ao se depararem com o animal. Apesar da precaução, o gerente de recursos pesqueiros e fauna do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Vander Fabrício, disse que a onça é dócil e está acostumada com a presença de humanos, já que há seis meses tem contato com biólogos, tratadores e médicos veterinários do Cras.

À tarde, os portões do parque já haviam sido abertos e as pessoas andavam livremente pelo local. “Eu vi na internet que a onça tinha fugido, mas não acreditei. Agora que os policiais me falaram pra eu ficar atenta que eu vi que era verdade mesmo”, disse a diarista Beatriz Gonçalves de Andrade, 47 anos, que aguardava pelo ônibus próximo ao parque demonstrando tranquilidade.

A onça pintada que fugiu se alimenta de 1 quilo de carne todas as noites e tem 50 quilos — o tamanho de um cachorro como da raça Pitbull adulto. O animal está há seis meses no Cras e foi recolhido em uma fazenda de Água Clara, quando tinha dois meses.

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