Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

CAMPO GRANDE

Obra na Feira Central deve demorar pelo menos mais 6 meses

21 DEZ 2010Por DANIELLA ARRUDA03h:10

Inicialmente prevista para o fim deste ano, conclusão das obras de modernização e ampliação da cobertura da Feira Central de Campo Grande deve ficar somente para o final do primeiro semestre de 2011, conforme cronograma repassado ontem pelo secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antônio De Marco. O atraso no andamento das obras ocorreu por causa de dificuldades de aceitação do projeto por parte do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). "O Iphan achou que as obras da Feira Central poderiam interferir de alguma forma na Esplanada Ferroviária (que é tombada como bem do patrimônio histórico e artístico nacional). Tivemos então que suspender as obras até que houvesse esclarecimento do projeto, isso já foi solucionado e agora estamos executando os serviços de acordo com os termos do Iphan", explicou.

Orçado em R$ 2,4 milhões, o projeto denominado genericamente como ampliação da cobertura da Feira Central de Campo Grande prevê, entre outras obras, a construção de guarita, depósito de resíduos, abrigo de resíduos sólidos, troca da cobertura da ala esquerda, implantação de venezianas metálicas, ampliação da cobertura metálica, instalação de brises (espécie de guarda-sol) e instalação de cobertura tensionada, substituindo os toldos atuais. Dentre todas estas intervenções, estão concluídas até o momento somente as brises, já instaladas nas laterais das lojas próximas à rampa e entradas do estacionamento e também nas laterais das sobarias, somando aproximadamente 700 metros de extensão.

A ala esquerda dos restaurantes também recebeu venezianas metálicas, porém ainda será necessário "abrir" a parede de metal para que a estrutura destinada à melhoria da ventilação possa funcionar.

Depois de prontas, as intervenções neste lado da Feira Central deverão resolver um incômodo antigo desde que os feirantes foram transferidos para o local, seis anos atrás – a concentração de fumaça das 18 churrasqueiras instaladas ao longo da ala esquerda dos restaurantes, assim como o intenso calor enfrentado por clientes e funcionários. "Hoje, o efeito ali é o de uma panela de pressão. Não há ventilação suficiente", reconhece a presidente da Associação da Feira Central e Turística de Campo Grande (Afecetur), Alvira Attel Soares de Melo.

Cobertura tensionada
Também por causa da necessidade de ajustes do projeto para atender ao Iphan, também ficou para o ano que vem a instalação da cobertura tensionada. Além de substituir os toldos atuais, baixos e já bastante deteriorados em vários pontos, este tipo de cobertura, uma espécie de membrana, oferece maior resistência, melhor plasticidade e é superior do ponto de vista de proteção térmica, segundo o secretário municipal de Infraestrutura.

A expectativa é que a nova estrutura aumente o conforto de quem comercializa verduras, legumes, bolos, doces e outros produtos em frente aos restaurantes. Dependendo da posição do sol e do horário do dia, a bancada de granito esquenta e o calor demora a dispersar. "Imagine a situação do feirante, de ter que colocar um alface para vender numa bancada nessas condições. Com essa cobertura nova, a gente espera que pelo menos haja mais proteção do sol e isso seja amenizado", comentou a presidente da Afecetur.

Numa segunda etapa do projeto, está prevista a troca de todo o telhado da ala esquerda dos restaurantes, com substituição do zinco por telhas com isolamento térmico.

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