Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Campo Grande - MS, terça, 11 de dezembro de 2018

Obra na BR-262 atrasa viagem em até 2h

21 MAI 2010Por 08h:54
Sílvio Andrade, Corumbá
Silvia Tada, Da Redação

As obras de restauração, reposição asfáltica e alargamento da pista da rodovia BR-262, entre Miranda e Corumbá, causam transtornos para quem trafega naquele trecho de 215 quilômetros. Caminhoneiros e turistas reclamam da demora e má sinalização em pontos onde é liberada apenas meia pista, com riscos de acidentes, principalmente à noite. Os problemas devem continuar, pois a previsão é de que as obras sejam concluídas apenas em outubro de 2011.
Quem trafega no trecho está atrasando sua viagem em pelo menos duas horas por causa da obrigatoriedade em parar onde ocorre maior movimentação de máquinas e operários. Na altura do Posto Guaicurus, a 40 quilômetros de Miranda, um trecho em obras contínuo de 17 quilômetros exige que se espere até 1h40min para liberação da pista.
O caso foi debatido na Câmara de Vereadores de Corumbá. A Casa cobrou providências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da Polícia Rodoviária Federal. “Não há sinalização  no trecho onde a pista foi elevada em um metro e só passa um carro, é um risco para quem trafega”, disse o vereador Marcos Martins (PT), que retornou de carro, esta semana, de uma viagem a Capital.

Obra atrasada
Os vereadores questionaram a empreiteira sobre a razão para manter uma frente de trabalho ao longo de 17 quilômetros, ocasionando filas em ambos os lados da pista e mal-estar para quem está viajando com crianças ou pessoas idosas. “Além do calor, a gente enfrenta pernilongo, é um desconforto que poderia ser redimensionado”, relatou o vereador.
Segundo apurou a Câmara de Corumbá, o grande número de frentes e do ritmo dos serviços está relacionado ao atraso no cronograma das obras iniciadas em 2009. Neste trecho que corta o Pantanal, a pista está sendo alargada de sete para 12 metros e implantação de acostamento. A cheia impede desvios, intervenção que exigiria licença ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Em 2011
A previsão do DNIT é de que as obras no trecho entre o Buraco das Piranhas e a ponte do Rio Paraguai fiquem prontas apenas em outubro do ano que vem. O trabalho foi dividido em quatro frentes, que somam cerca de R$ 270 milhões. A primeira, entre a ponte e Corumbá, está pronta, informou o superintendente Marcelo Miranda.
Entre os municípios de Miranda e Anastácio, as obras estão adiantadas e terminam no fim de junho. De Miranda até próximo do Buraco das Piranhas, a expectativa é de que o serviço seja concluído até outubro deste ano e faltará apenas o trecho da ponte. “Ocorre que o pedaço mais complicado foi o que começou mais tarde. É a parte mais alta e, para fazer o acostamento, é necessário grande quantidade de caminhões de terra, que percorrem cerca de 30 quilômetros para buscar o material”, detalhou o superintendente.
Para diminuir os transtornos na rodovia, a empreiteira foi orientada a reduzir o trecho de trabalho para oito quilômetros. “Eles estavam fazendo três tipos de trabalho, colocação da terra, base e pintura e a capa asfáltica. Agora, orientamos a fazer a capa para diminuir os 17 quilômetros e facilitar o trânsito”.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também