sábado, 21 de julho de 2018

FITO

Objetos viram atores em festival de teatro

25 NOV 2010Por Da Redação00h:02

Um saca-rolha gigante que se move com graciosidade e se transmuta em bailarina, leques que adquirem o traquejo de pavões, torneiras que pingam e fazem lembrar um velhinho que derrama lágrimas. Essas são as algumas das soluções inusitadas que poderão ser conferidas durante o Fito (Festival Internacional de Teatro de Objetos), que será aberto hoje no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande.

O evento vem para destacar a atividade industrial em Mato Grosso do Sul de forma lúdica. A ideia é mostrar os objetos utilizados na indústria que podem expressar o dia-a-dia do trabalhador, dando alma a esses objetos.

Pouco explorada no Brasil, a modalidade de teatro de objetos possui uma forte presença na Europa, continente de onde virá a maior parte das companhias cênicas. No total, o festival, que irá promover 76 apresentações com 15 companhias oriundas do Brasil, Argentina, Israel, Itália e França, foi idealizado pela curadora Lina Rosa e promove a democratização da cultura sob um formato inteligente e único. “O Teatro de Objetos é uma forma de metáfora crítica inteligente, que faz pensar, diverte, educa e sensibiliza a platéia”, explicou, lembrando que o festival funcionará das 16 às 22 horas nos quatro dias de evento em Campo Grande.

Além das apresentações, o Festival incluirá ainda oficinas profissionais, feira de objetos e o espaço Fito Foto, bem como um show do artista Tom Zé, que apresentará o espetáculo “Música/ Contramúsica” no dia 27 de novembro à noite. Para sediar o Fito, uma estrutura cenográfica especial, além de teatros climatizados, mini-salas de espetáculos e cenografia interativa, será montado no Albano Franco, totalizando uma área de 2.300 metros quadrados.

O ambiente terá cinco salas para espetáculos nacionais e internacionais, sendo três delas com capacidade para receber até 200 pessoas e duas com capacidade para 50 espectadores. O local também irá abrigar tendas de alimentação e cenografia interativa onde os visitantes poderão manipular objetos gigantes com ajuda de arte-educadores e espaço cenográfico para cliques do público.

Estréia

Criado em 2009, o festival já percorreu as cidades de Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Manaus (AM) e Florianópolis (SC), mas é a primeira vez que se apresenta em Campo Grande (MS), que terá um formato diferente, com quatro dias de evento ao invés de três como aconteceu antes. Assim, a população que for conferir o Fito assistirá a 76 em vez dos 55 apresentados nos outros Estados. “A população de Campo Grande também verá em primeira mão o trabalho do grupo israelense Meital Raz, que não havia participado do Fito ainda”, adiantou Lina Rosa.

No sábado, às 21h30, o baiano Tom Zé apresenta o show “Música /ContraMúsica”, sendo que na abertura e no fechamento do Fito o público se deparará com uma banda local e dez objetos gigantes que estarão espalhados pelo espaço, fazendo evoluções. Entre as atrações, uma pistola irá rodopiar e disparar balas-guloseimas coloridas, um isqueiro aceso será perseguido por um extintor, uma camiseta será paquerada por um ferro de passar que solta fumaça ao se encostar nela, e um par de tênis tentará escapar de um desodorante aerossol que solta spray perfumado.

Uma exposição interativa de objetos permitirá ao público manipular objetos gigantes com a ajuda de arte educadores. Entre os objetos, um abajur que adormece e um despertador que toca a toda hora, três secadores de cabelo cantores, um grande aquário com objetos sendo manipulados de forma inusitada, bailarinas em formato de saca-rolhas gigantes que rodopiam manipulados por uma manivela, lâmpadas de diversos tamanhos e cores que dançam e se movimentam como plantas.

Outras atrações serão Fito Mostra Viva, que reúne performances curtas realizadas por atores em quatro mini-salas para pequenos grupos, o Fito Feira, que mostra de objetos interessantes ou inusitados, além de antiguidades, que poderão ser adquiridos pelos visitantes, o Foto Fito, que será um espaço interativo cenográfico onde o público é fotografado ao ‘bailar’ com um cabideiro, e o estande do Sesi, onde o visitante poderá conferir obras de arte e performances feitas a partir de objetos da indústria.

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