Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

Estados Unidos

Obama assume responsabilidade por derrota

4 NOV 2010Por AGÊNCIA ESTADO, WASHINGTON03h:55

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu ontem que a frustração do eleitorado norte-americano com o ritmo lento da recuperação econômica permitiu aos republicanos tomaram o controle da Câmara dos Representantes nas eleições de terça-feira. "E, como presidente, eu assumo a responsabilidade" pelo fato de a recuperação do emprego não acontecer na velocidade desejada, declarou Obama em extensa entrevista coletiva concedida na tarde de ontem na Casa Branca.

"Nós não obtivemos progressos suficientes na economia", disse Obama, que pertence ao Partido Democrata, considerado o grande derrotado nas urnas na votação de terça-feira. "Isso deixa claro para mim que preciso trabalhar mais e melhor, assim como todo mundo em Washington", prosseguiu.

O líder norte-americano afirmou que buscará trabalhar em conjunto com a oposição republicana nos temas mais importantes, como a economia, mas advertiu aos formuladores de política que não tentem trazer de volta à tona questões espinhosas, como a reforma no setor de saúde promovida por seu governo.

Ao mesmo tempo em que buscou passar uma mensagem conciliatória para os republicanos e prometeu tentar superar as divisões partidárias em questões como política energética, Obama repudiou sugestões de que os leitores teriam dado à oposição o direito de rever leis aprovadas no período em que a Câmara foi controlada pelos democratas.

Obama defendeu a agenda de seu governo na primeira metade de seu mandato, inclusive a reforma na saúde, a resposta à crise financeira internacional e a lei de estímulo econômico. Segundo ele, as medidas adotadas foram necessárias, apesar de a frustração dos eleitores com algumas medidas ser compreensível.

O presidente norte-americano disse ainda que, no momento, as economias externas representam o principal desafio para os EUA.

"Creio que interpretaremos erroneamente essa eleição se acharmos que o povo norte-americano quer que passemos os próximos dois anos retomando as discussões divisoras que tivemos nos últimos dois anos", disse o presidente.

Leia Também