sábado, 21 de julho de 2018

MUNDO

Obama adia discussão sobre fim da prisão de Guantánamo

27 DEZ 2010Por agÊNCIA BRASIL11h:48

A polêmica em torno do fim da prisão militar de Guantánamo, localizada na Base Naval de mesmo nome em Cuba, sob poder dos Estados Unidos, deve se estender por mais tempo. A indicação é do porta-voz do governo norte-americano, Robert Gibbs. Segundo Gibbs, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sinalizou que vai adiar a discussão sobre o assunto, embora essa tenha sido uma das mais fortes promessas de sua campanha eleitoral.

Para Guantánamo, em geral, são enviados os acusados de crimes de guerra e de ameaças à segurança nacional, como no caso dos envolvidos nos atentados de 11 de Setembro de 2001. Porém, entidades internacionais pressionam para a extinção da prisão, mantida sob poder norte-americano desde o começo do século 20.

A prisão, que reúne três pavilhões, é apontada como um local onde há violação dos direitos humanos e do direito internacional. "Certamente [a prisão] não vai fechar no próximo mês. Levará um tempo ", disse Gibbs. "Dependerá, em parte, da vontade dos republicanos sobre o assunto."

Atualmente a situação da política interna norte-americana é delicada para o governo, uma vez que a oposição tem maioria e deve ocupar posições estratégicas no Congresso Nacional dos Estados Unidos. Antes de se retirar para o recesso das festas de fim de ano no Havaí, Obama reiterou seu desejo de cumprir a promessa de campanha sobre Guantánamo.

Em 2009, primeiro ano em que estava no poder, Obama assinou um decreto para fechar Guantánamo e que determinava a revisão sobre o tratamento dispensado aos prisioneiros mantidos no local.

Pouco tempo depois a imprensa divulgou fotografias e informações de crimes atribuídos a guardas militares de Guantánamo contra os detentos. As imagens e dados mostraram o transporte dos detentos em jaulas, abuso sexual, torturas, espancamentos e desrespeito de práticas religiosas - considerando que vários dos presos são muçulmanos e seguem uma rígida conduta, como não comer carne de porco e fazer cinco orações diárias.

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