Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

DICAS

O que fazer com a restituição do IR?

28 NOV 2010Por INFOMONEY15h:40

Dê preferência às dívidas e contas
Para quem estourou o limite do cheque especial, está pagando apenas o valor mínimo da fatura do cartão de crédito ou emprestou dinheiro em uma financeira, não há dúvida de que o melhor a fazer é usar a quantia recebida para tentar reduzir o seu saldo devedor.

No caso do cheque e do cartão, este procedimento é fácil, pois se trata de crédito rotativo e a quitação é automática. Porém, vale a pena tentar antecipar o pagamento do crediário da sua TV, por exemplo. Lembre-se que o rendimento bruto (antes de imposto) que irá receber ao investir seu dinheiro na renda fixa é bem menor do que o que terá que pagar no crediário. Sendo assim, não vale a pena investir e sacar todos os meses para pagar as prestações.

Esta também deve ser a escolha de quem está atrasado com outros pagamentos, mesmo que eles não incorram em juros, e exijam apenas o pagamento de multa. A razão para isso é simples: se não pagar, você pode ter seu nome protestado, e isso acaba tendo implicações no seu histórico de crédito.

Renda fixa ainda é boa opção no curto prazo
Porém, se você não tem dívidas ou contas atrasadas, invista este dinheiro o mais rápido possível. Caso contrário, corre o risco de acabar gastando tudo com compras desnecessárias, perdendo, assim, uma boa oportunidade de fazer crescer o seu pé-de-meia.

Como as alíquotas de IR são decrescentes com o prazo, é preciso pensar com calma por quanto tempo você pretende deixar o dinheiro aplicado, antes de tomar a sua decisão de investimento. De qualquer forma, você deve fazer de tudo para tentar manter o dinheiro investido por ao menos 12 meses, pois a diferença no imposto de renda de quem aplica por prazos inferiores é grande.

Disposto a correr riscos?
Quem está disposto a correr mais riscos, pois não se contenta com o retorno pago na renda fixa, pode optar por investir em ações. 
Mas, lembre-se que, para investir em ações, você precisa estar preparado para este tipo de aplicação, cujo valor pode mudar de maneira drástica, de um dia para o outro, principalmente em períodos de volatilidade como os vividos atualmente. O segredo aqui é manter a calma e investir por um prazo mais longo - especialistas chegam a indicar mais de três anos -, pois aí você consegue escolher o momento certo da venda. Caso contrário, se você precisar sacar no curto prazo, pode ser forçado a vender com perdas, mesmo sabendo que a queda é temporária.

Além disso, como normalmente o 1º lote de restituições de cada ano - neste caso o referente ao IR 2010 - é destinado a pessoas com 60 anos ou mais, conforme estabelecido pelo Estatuto do Idoso, é importante ter bastante cuidado. Quem já investe, deve analisar o percentual já alocado na renda variável e ver se já não está na hora de diminuir a exposição ao risco. Para quem está iniciando, talvez essa não seja a melhor hora de se expor tanto assim. 

A dica, em qualquer caso, é: avalie seus objetivos e prazos e escolha a aplicação que mais se enquadre em seu perfil!

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