Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

SÍRIA

Número de mortos em protestos chega a 70, dizem entidades

22 ABR 2011Por g116h:37

Pelo menos 70 pessoas morreram vítimas de disparos das forças de segurança contra milhares de manifestantes contrários ao regime que foram às ruas nesta sexta-feira (22) na Síria, segundo entidades de defesa de direitos humanos.

Trata-se de um dos dias mais sangrentos desde o início do movimento de revolta sem precedentes no país desde 15 de março.

As mortes ocorreram na capital, Damasco, no distrito de Barzeh e nos subúrbios de Zamalka, Harasta, Douma, Muadamiya, Qaboun e Hajar al-Asswad, e também nas cidades de Hama, Latakia, Homs e Izra, segundo a organização Sawasiah.

O Comitê de Direitos Humanos da Síria, baseado em Londres, fala em 72 mortos e centenas de feridos. Outros ativistas deram números semelhantes, listando o nome de mortos.

A Casa Branca voltou a pedir o fim da violência e que o regime do presidente Bashar al Assad, alvo de protestos desde 15 de março, implemente as reformas prometidas.

Além disso, várias dezenas de pessoas ficaram feridas por disparos das forças da ordem que tentavam dispersar os manifestantes em várias cidades, segundo testemunhas.

Dezenas de milhares de pessoas protestaram nesta sexta-feira na Síria, em uma das mais importantes manifestações desde o início das revoltas.

A suspensão na quinta-feira, por parte do president, do estado de emergência, em vigor desde 1963, não impediu a grande mobilização: dezenas de milhares de manifestantes em Homs, 10 mil em Deraa, pelo menos 5 mil em Qamishli (noreste) e milhares em Duma, perto de Damasco, segundo testemunhas.

Pelo menos 14 pessoas morreram na localidade de Ezreh, na província de Deraa (ao sul de Damasco), epicentro dos protestos contra o regime de Bashar al Assad lançados em 15 de março, informaram testemunhas. Uma décima quinta vítima morreu em Hirak, também na província de Deraa.

Outras nove morreram em Duma, a 15 km ao norte de Damasco, segundo as fontes.

Duas pessoas morreram em Barzeh, uma em Harasta e três em Maadamiya, localidades da periferia de Damasco, completaram as testemunhas.

Mais duas pessoas morreram em Hama, 210 km ao norte de Damasco, duas em Latakia, o principal porto do país localizado a 350 km a noroeste de Damasco, e quatro na cidade de Homs (centro).

Além disso, várias dezenas de pessoas ficaram feridas por disparos das forças da ordem.

Segundo o militante dos direitos humanos, Nauar Al Omar, a força pública abriu fogo em Homs "para dispersar três grupos de manifestantes que se dirigiam à praça central".

Em Banias, nordeste da Síria, 10 mil pessoas protestavam, informou um dignitário religioso da cidade, ouvido por telefone.

Os manifestantes, entre eles árabes, curdos e cristãos siríacos, afluíam à mesquita Qasmo, agitando bandeiras sírias.

Alguns levavam faixas com os dizeres: "árabes, siríacos e curdos contra a corrupção".

Outros gritavam em língua curda "liberdade, fraternidade".

O presidente sírio promulgou na quinta-feira o decreto que suspende o estado de emergência, em vigor desde 1963. Os opositores consideraram a medida insuficiente.

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