Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

providências

Novo proprietário quer defender a marca “Operário”

26 OUT 2010Por Eduardo Miranda02h:00

 

O ex-jogador Celso Elias Zottino, atual dono da marca “Operário”, promete tomar providências administrativas e judiciais caso o clube, que perdeu o direito de uso da marca na Justiça do Trabalho, continue participando de amistosos usando o nome do Galo, além de suas cores e distintivo. Na manhã da última quinta-feira o alvi-negro foi goleado por 7 a 0 em um jogo treino contra o Cene, no Estádio Olho do Furacão, em Campo Grande.
 
“A marca não pertence mais ao clube, e qualquer jogo ou outro tipo de uso que eles fizerem dela é irregular, pois eles (a diretoria) não têm autorização para isso”, disse Ozair Kerr, advogado de Celso Elias Zottino. “Essa goleada de 7 a 0 em um jogo-treino, por exemplo, já é algo que desvaloriza a marca do Operário”, comentou o ex-jogador.
 
“É muito perigoso usar uma marca indevidamente. Não sabemos o que eles podem fazer com ela. Temos agora é que zelar pelo nome, cores e distintivo do Operário”, disse Kerr. O advogado do atual proprietário dos direitos de imagem do Operário também acrescentou que não permitirá mais jogos como disputado contra o Cene na quinta-feira. “Essa passou, mas se isso continuar, vamos notificar a Federação de Futebol, a Confederação Brasileira de Futebol, e entraremos na justiça cível e até mesmo na criminal”, alertou Ozair Kerr.
 
Dívidas
Celso Elias Zottino ficou com a propriedade da marca do Operário Futebol Clube, que inclui seu nome, distintivo, cores e legado, depois de ter saído vitorioso em uma ação da Justiça do Trabalho, que se arrastava desde 1994. Todos estes direitos foram trocados por uma dívida trabalhista de R$ 12 mil.
 
Por ter recebido a marca Operário em troca de uma dívida, a decisão judicial não permite que o ex-jogador assuma qualquer passivo do clube. Desta decisão judicial, que já transitou em julgado, não cabe mais qualquer recurso. “Temos de zelar pela marca a partir de agora. O que foi feito dela até a decisão judicial, já ficou para trás. De agora em diante, a responsabilidade passa a ser do meu cliente”, argumentou o advogado Ozair Kerr.

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