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HAITI

Novo presidente promete acabar com violência

14 MAI 2011Por g116h:05

o ex-cantor Michel Martelly, de 50 anos, tomou posse como presidente do Haiti neste sábado (14), ao receber a faixa presidencial do ex-presidente René Preval.

Em seu primeiro discurso oficial, Martelly prometeu acabar com a violência que assola o país, destruído em janeiro de 2010 pelo maior terremoto da sua história.

O discurso, no entanto, foi feito às escuras e em meio a um calor sufocante, devido a um apagão sofrido no edifício provisório do Parlamento, local em que a cerimônia foi celebrada.

O edifício, de madeira, foi especialmente construído para a ocasião no centro da capital haitiana e abrigava no momento do discurso 500 pessoas, incluindo uma centena de militares e membros de delegações estrangeiras.

O Haiti é um país de pouco menos de 10 milhões de habitantes - metade dos quais vive com menos de dois dólares ao dia. Mais de 225 mil pessoas morreram no terremoto de janeiro ou em decorrência dele, além de deixar milhares de desabrigados, o que agravou a situação do país, que já era o mais pobre da América.

Dezesseis meses depois, o ritmo da reconstrução ainda é dolorosamente lento para centenas de milhares de sobreviventes, que perderam tudo e vivem em acampamentos improvisados ao redor da capital, que segue em ruinas.

Além disso, o retorno-supresa em janeiro do ex-ditador Jean Claude "Baby Doc" Duvalier, após 25 anos de exílio, e do primeiro presidente haitiano eleito democraticamente, Jean Bertrand Aristide, também em janeiro, reabriu velhas feridas históricas.

É nesse conturbado contexto que assumiu Martelly.

"É a primeira vez na história do Haiti que um presidente democraticamente eleito passa a faixa presidencial para um outro presidente também democraticamente eleito e vindo da oposição", analisa Edmond Mulet, chefe da missão de estabilização da ONU no Haiti - a Minustah, implantada em 2004.

"Uma das grandes tarefas do novo governo será ensinar os haitianos a viverem juntos", analisou o romancista Jean-Claude Fignolé, prefeito de um povoado de pescadores no sudoeste do país, em alusão a violência que continua em algumas regiões.

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