sábado, 21 de julho de 2018

cronograma

Novo prédio deverá estar construído em, no máximo, 24 meses

21 NOV 2010Por 04h:10

A previsão é de que o prédio seja entregue num prazo de 15 a 24 meses a partir do início das obras, segundo a construtora SMR Engenharia. Ele será construído em terreno de 8 mil metros quadrados localizado na Rua Cândido Mariano ao lado do atual complexo situado na Avenida Ernesto Geisel. O terreno foi adquirido recentemente pelo hospital, no valor de R$ 9,5 milhões, e antes pertencia à Auto Peças Rocket.

O alvará para a construção do prédio também já está expedido e não há impedimentos de documentação para o início das obras, segundo o hospital.

O orçamento para equipá-lo já foi levantado, mas, por enquanto, nenhum recurso foi captado com esse objetivo. No contrato feito pelo pecuarista Antônio Moraes dos Santos, está descrito que a própria unidade de saúde deve viabilizar verbas para equipar o novo prédio. O hospital alega que vai tentar emendas parlamentares, doação de pessoas e também apoio da Prefeitura de Campo Grande e Governo do Estado – que até o momento não se posicionaram a respeito.

O hospital não informou que tipo de aparelhos seriam necessários para equipar a nova unidade. Divulgou apenas, no início do ano, que seriam equipamentos para aumentar o número de atendimentos e inclusive melhorá-los, como a aquisição de Pet Scan (Positron Emission Tomography ou, em português, Tomografia por Emissão de Pósitrons) modalidade de diagnóstico por imagem em altíssima resolução.

A notícia da construção do novo complexo do Hospital do Câncer em Campo Grande aparece num momento em que a rede de tratamento para pacientes com câncer em Mato Grosso do Sul passa por crise. O Ministério Público Federal no Estado cobra das autoridades em saúde pública medidas para reestruturar a rede de atendimento em radioterapia. Atualmente apenas o Hospital do Câncer na Capital e o Hospital Evangélico em Dourados estão com os aparelhos de radioterapia em funcionamento em todo Mato Grosso do Sul.

O Hospital Universitário conta com um aparelho que está quebrado há dois anos e não há previsão para conserto. (MR)

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