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APRENDIZADO

Novas experiências

Novas experiências
31/08/2010 19:33 -


Oscar Rocha

Motivos variados – terapia, antigos sonhos, reconhecimento do talento, atividade de lazer – levam, cada vez mais, pessoas acima dos 40 anos a entrar para o universo artístico. Longe da infância, adolescência e de parte inicial da vida adulta, homens e mulheres enfrentam dificuldades e alegrias para dar vazão à aptidão artística. Não importa qual seja o segmento escolhido –música, artes plásticas ou teatro –, os talentos aparecem em grande proporção na Capital. “É necessário esvaziar muito do que as pessoas carregaram ao longo da vida –preconceitos, manias, entre outros – para iniciar na arte. Se por um lado trazem uma vivência rica, por outro precisam entender que é necessário estarem abertos para novas experiências”, aponta Sônia Rolon, que há mais de uma década trabalha com iniciação artística de pessoas maduras. Atualmente, coordena o Grupo Fantasia, ligado ao Centro de Convivência Vovó Ziza. 

Entre aquelas que deram os primeiros passos artísticos com Sônia está a educadora e jornalista Bernadete Guiotto, 66 anos, que participa do Grupo Fantasia, ligado ao Centro de Convivência Vovó Ziza. “Sempre quis entrar no mundo do teatro, da representação, mas na juventude era muito complicado. Para ser atriz tinha que se ‘chutar o balde’. Minha família era muito conservadora, não permitiria uma coisa dessas”, lembra Bernadete, que nasceu no Rio Grande do Sul, depois morou em São Paulo e Mato Grosso – está em Campo Grande desde 2002.

Afirma que, atualmente, tem liberdade, compromisso e tranquilidade para se dedicar ao teatro. “Tenho amigas que se dedicam ao tricô, dança de salão, tecelagem, que são coisas que acho muito importantes e legais, mas no meu caso o teatro é algo que mais me satisfaz. Quero me aprofundar cada vez mais”.

O marido, segundo ela, é um dos seus maiores incentivadores. “Ele não faz teatro, mas é o meu maior ‘macaco  de auditório’”, brinca Bernadete. Para Sônia, se por um lado o pessoal mais amadurecido traz muitos vícios corporais, por outro, há mais disciplina quando comparado com pessoas mais jovens na hora de se dedicar às atividades artísticas.

Dedicação
Disciplina é elemento importante para quem entra no terreno das artes plásticas também. Isso não falta para a engenheira de Segurança do Trabalho Aline Garcia, 41 anos, que há alguns meses iniciou o curso de pintura em  telas. “Acho que, se começasse mais cedo, não teria a mesma dedicação que tenho na atualidade. Quando se é jovem muita coisa se faz forçado; isso, com o passar do tempo, acaba desestimulando. Na fase adulta, sabe o que se quer, por isso o trabalho flui melhor”, aponta.

Mesmo com poucos meses de dedicação às telas, os resultados começam a aparecer. As pinturas de paisagens ou cenas do cotidiano já chamaram atenção de pesssos do círculo de convivência. “Levei as pinturas para o meu trabalho e apareceu gente interessada em adquirir. Quero me dedicar cada vez mais. Dizem que levo jeito para a coisa”, afirma. Uma das pessoas que acreditam no potencial dela é a professora e artista plástica Marilza Bissoli (Mabbi), que a iniciou nas artes visuais. “Pelo que demonstrou em pouco tempo de aula, ela tem muito para oferecer”, aponta a professora, que enfatiza: “Começar nas artes plásticas com mais idade tem suas vantagens, mas acima de tudo o aluno tem que gostar muito e, na sequência, ter um bom professor, aquele que realmente pode ajudar nesse novo momento”.

Felpuda


Considerados “traíras” por terem abandonado o barco diante dos indícios da chegada da borrasca à antiga liderança, alguns pré-candidatos terão de se esforçar para escapar da, digamos assim, vingança, velha conhecida da dita figurinha. Dizem por aí que há promessas nesse sentido, para que os resultados dos “vira-casacas” nas urnas sejam pífios. Sabe aquela velha máxima: “Pisa. Mas, quando eu levantar, corre!” Pois é...