segunda, 16 de julho de 2018

INTERNACIONAL

Nova Zelândia diz que seria milagre encontrar mais sobreviventes de terremoto

24 FEV 2011Por R7 COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS17h:42

As autoridades da Nova Zelândia reconheceram nesta quarta-feira (23) que seria "um milagre" encontrar mais sobreviventes após o terremoto de Christchurch, que deixou 98 mortos e cerca de 300 desaparecidos.

Cerca de 48 horas depois do terremoto de 6,3 graus na escala Richter, equipes de resgate continuavam as tarefas de busca das pessoas presas sob os escombros.

O chefe dos socorristas, o policial Russel Gibson, disse às TVs locais "ainda há esperança", mas que ela é "cada vez menor".

- Temos esperança de encontrar alguém vivo, mas cada hora que passa essa possibilidade diminuiu.

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, pediu à população que seja realista.

- Não quero dizer que ninguém sairá vivo. Por todo o mundo vimos casos milagrosos de gente resgatada semanas depois do desastre. Não devemos perder a esperança, mas precisamos ser realistas.

País declarou emergência

Key declarou na última terça-feira (22) o primeiro estado de emergência nacional na história do país, para ter acesso imediato aos fundos necessários para ajudar os desabrigados e para a reconstrução.

O chefe do governo declarou à televisão local que 226 pessoas continuam desaparecidas sob os escombros de dezenas de edifícios que desmoronaram após o tremor. O número de mortos deve aumentar nas próximas horas.

Acredita-se que entre 50 e cem pessoas estejam enterradas sob as ruínas da sede da rede local CTV, entre elas 20 estudantes japoneses, jornalistas e policiais que tentaram esvaziar o edifício.

A polícia considera que é muito perigoso seguir adiante com a operação de resgate, mas especialistas em resgate do Japão e de outros países que viajaram a Christchurch continuam buscando entre os escombros com a ajuda de cães farejadores.

Nesta quinta-feira (24), 80% dos distritos da cidade estão sem energia elétrica e água potável. A empresa de consultoria J.P. Morgan estima que o terremoto custará ao governo neozelandês e às seguradoras R$ 20 bilhões (US$ 12 bilhões) em indenizações às vítimas e despesas de reconstrução.

O terremoto que abalou Christchurch, a segunda principal cidade da Nova Zelândia, deixou 47 desaparecidos em uma escola de inglês, incluindo dez japoneses, informou a direção do estabelecimento nesta quinta-feira (local).

Terremoto ocorreu próximo a cidade

O terremoto de 6,3 graus aconteceu a 5 km da cidade e a apenas 4 km de profundidade, seis meses depois de outro tremor, também em Christchurch, de sete graus, que não provocou vítimas.

Situada no círculo de fogo do Pacífico, a Nova Zelândia registra até 15 mil tremores por ano.

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