quinta, 19 de julho de 2018

ENEM

Nova prova vai exigir leitura manual de 113 mil atas

13 NOV 2010Por ESTADÃO12h:48

Para que seja programada uma nova prova do Enem, o Ministério da Educação terá de ler as atas dos mais de 113 mil locais de provas. Só assim será possível saber o número de estudantes afetados pelos erros de impressão nas provas amarelas e poder programar novo exame destinado a estes alunos. A leitura dos documentos será feita manualmente e o MEC afirma já ter iniciado o procedimento.

Ontem em Pernambuco, o  ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que ainda não há data definida para a reaplicação do exame aos estudantes que foram prejudicados. O primeiro  desafio será identificar os estudantes que vão fazer a nova prova, e em seguida, garantir que não haverá coincidência com a realização de outros vestibulares.

"Vamos ter de fazer leitura de todas as atas de 113 mil locais, um trabalho difícil, minucioso, que já se iniciou", disse o ministro Fernando Haddad. Somente depois desse levantamento se terá o número exato de estudantes nessa situação. Até ontem, de acordo com o ministro, o MEC havia recebido 165 reclamações por meio de e-mail e 0800. A expectativa é que número total fique em torno dos 2 mil. 

Haddad, declarou ainda que o MEC vai manter para o próximo ano a intenção de realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em duas edições. "Vamos deixar o projeto pronto, mas ele terá de passar pelo crivo do próximo governo."

O ministro lembrou que o Enem só não ocorreu em duas edições neste ano por causa da ocorrência de fraude no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), realizado pelo Cespe, que integra o consórcio responsável pela aplicação do Enem.

O ministro também observou que o exame similar ao Enem aplicado nos Estados Unidos (SAT) começou realizando uma prova por ano e hoje realiza sete exames anuais. "O presidente Lula está correto ao defender várias edições do Enem no ano", disse.

Segundo ele, ao acatar o recurso da Advocacia-Geral da União (AGU), pedindo a derrubada da suspensão do Enem, o Judiciário "consolida um processo de assimilação de tecnologia educacional" que entende "ser possível aplicar provas distintas em dias distintos sem ferir o princípio da igualdade". Para o ministro, a agilidade do Judiciário garante que o cronograma do Enem seja mantido, com o resultado final sendo divulgado em 15 de janeiro.

Leia Também