Domingo, 10 de Dezembro de 2017

UM ANO DEPOIS

Nova Lei Seca prende mais, reduz acidentes e mortes

9 JAN 2014Por DA REDAÇÃO00h:00

Rigor da Lei Seca colocou 240 motoristas atrás das grades em 2013. O número é 24% maior que o verificado em 2012 (193), quando a lei não previa a obrigatoriedade do etilômetro (bafômetro, como é popularmente conhecido) e abria brecha para o uso de drogas e remédios, que podem alterar a capacidade psicomotora. A reportagem está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

Desde 20 de dezembro de 2012, data da alteração da lei sancionada em 2008, quando a palavra do policial passou a ser uma prova equivalente à do bafômetro, os motoristas autuados passaram a perder o direito de dirigir por 12 meses, tiveram a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além do veículo apreendidos.

Estatísticas do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) apontam uma redução de 13,4% no número de mortes causadas pelo trânsito da Capital, assim como os acidentes com vítimas leves, que passou de 6.062 em 2012 para 5.475 no último ano.

“Temos trabalhado com blitze diárias, principalmente nos meses de férias, como novembro e dezembro, o que contribuiu para a diminuição dos acidentes, mas sabemos que a frota cresce todo dia e é preciso fiscalização”, afirma o tenente-coronel Jonildo Theodoro de Oliveira, comandante do BPTran. Segundo ele, a rigidez da Lei Seca também colaborou na diminuição do número de acidentes. “Tanto pela multa quanto pelas provas”, disse. 

Mortes

A cada três dias, uma pessoa morreu vítima do trânsito de Campo Grande no ano passado. De acordo com informações do Placar da Vida, inaugurado em 2011 com o objetivo de contabilizar os dias de vidas salvas, mesmo com o alto número de pessoas mortas (109 no total), 2013 foi o ano em que menos vítimas morreram.

Desde que começou a contabilizar as mortes no trânsito, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) registrou uma redução de 17% nos óbitos na Capital. Os dados incluem mortes no local e em até 30 dias no hospital. A reportagem é de Beatriz Longhini.

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