sábado, 21 de julho de 2018

OPERAÇÃO URAGANO

Nova enxurrada de acusações atinge Artuzi

16 OUT 2010Por Fernanda Brigatti, da Redação Fábio Dorta, de Dourados00h:40



Novas denúncias atingem o prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi (sem partido), preso há 45 dias, acusado de integrar um esquema de pagamentos de propina e desvio de recursos. À frente da administração municipal há uma semana, a interina Délia Razuk (PMDB) disse ontem que novos indícios de irregularidades foram identificados nas contas de Artuzi.
Ela não quis detalhar o que foi encontrado que possa piorar a situação do prefeito afastado, mas relatou que os primeiros levantamentos identificaram grande desorganização quanto aos pagamentos de alguéis. Imóveis que já estavam desocupados desde março, continuavam sendo pagos, pois os contratos ainda vigoravam.
O secretário municipal de Governo, Maurício Nogueira Rasslan, informou que fará um relato da situação a promotores, em uma reunião marcada para a próxima segunda-feira (18), na sede do Ministério Público Estadual, em Campo Grande. “Vamos abrir as portas da prefeitura ao MP e solicitar que eles nos ajudem”, disse Rasslan.
A prefeita interina afirmou também que determinou a realização de um inventário dos bens do município e o levantamento completo de todos os equipamentos hospitalares municipais que estão emprestados ao Hospital Evangélico. A cessão dos equipamentos é feita, atualmente, via contrato.

Reviravolta
O primeiro escalão da Prefeitura de Dourados foi destituído na Operação Uragano, deflagrada em 1º de setembro deste ano, pela Polícia Federal. A ação provocou devassa na administração pública no município. A investigação se baseou na colaboração do ex-secretário de Governo e de Cormunicação e ex-braço direito de Ari Artuzi, Eleandro Passaia.
As denúncias do jornalista resultaram na prisão de Artuzi, do vice Carlinhos Cantor, de nove dos 11 vereadores, secretários municipais, empreiteiros e servidores públicos.

Outros efeitos
Os relatos de Passaia à PF também atingiram um servidor do Tribunal de Contas do Estado. O técnico de controle externo Selmo Marques de Oliveira será investigado em sindicância administrativa formada por três analistas do órgão. Segundo a portaria que instaurou a investigação interna, o TCE baseou-se em ofício da Polícia Federal, noticiando indícios de irregularidades na conduta de Oliveira. Ele teria recebido dinheiro para ignorar irregularidades na prefeitura de Dourados. O TCE informou ontem que a inspeção realizada nas contas foi prorrogada e só será divulgada após julgamento.

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