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domingo, 17 de fevereiro de 2019 - 14h59min

SAÚDE

Nova chance para a maternidade

29 JUN 10 - 07h:37
Thiago Andrade

Além de ser o tumor benigno que mais atinge mulheres em idade reprodutiva, o mioma uterino pode levar à infertilidade, seja pela quantidade de nódulos ou pela necessidade de histerectomia, tratamento cirúrgico em que se retira o útero. No Brasil, entre janeiro de 2006 e dezembro de 2008, cerca de 180 mil mulheres submeteram-se ao procedimento e, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), esses números tendem a crescer 10% anualmente.
Para conter esses dados e evitar que um número maior de mulheres torne-se estéril, a embolização – ou emboloterapia – está desenvolvendo-se como a principal forma de combate aos miomas. Entretanto, a aplicação da técnica nesses casos ainda é pouco difundida e faltam equipamentos para a realização em hospitais públicos.

Diante dessa situação, o médico especializado em radiologia intervencionista, Néstor Kisilevzky, junto de sua equipe, idealizou o Projeto Angiomóvel – Unidade de Radiologia Intervencionista Móvel, em 2009, com o qual levou os equipamentos necessários para os hospitais da rede pública do Estado de São Paulo. Segundo ele, o projeto fez parte de um estudo para verificar a viabilidade da embolização em hospitais do SUS.

O que é embolização?
Sendo utilizada clinicamente há mais de 30 anos, a técnica consiste na obstrução intencional de um vaso sanguíneo por meio de um cateter introduzido no sistema vascular. Todo o procedimento é feito com auxílio de vídeo, para se chegar ao local onde será interrompido o fluxo por meio da injeção de materiais apropriados, que vão de partículas ou materiais adesivos a balões e espirais metálicos.
“A aplicação da embolização no tratamento de miomas ainda é recente e bastante desconhecida. A técnica é cheia de potencialidades e pode servir ao tratamento de sangramentos e tumores”, aponta Kisilevzky. Segundo ele, o grande empecilho para que a embolização se popularize é a falta de tecnologia na maior parte dos hospitais. No Brasil, somente o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, tem a infraestrutura necessária.

“Por isso o estudo foi importante. Os resultados nos surpreenderam. Estamos trabalhando para que o SUS aprove e passe a cobrir esse tratamento cirúrgico nos hospitais públicos”, detalha Kisilevzky. Por ser um procedimento minimamente invasivo, realizado por meio de um pequeno corte na virilha, não existem traumas no procedimento e o tempo de recuperação é de algumas horas, não sendo necessário nem mesmo pontos. Em menos de uma semana a paciente pode retornar às atividades normais.

Kisilevzky argumenta que o mais importante na embolização é a preservação do útero, mantendo-se a possibilidade de engravidar. “Não existe prevenção contra o mioma e é impossível saber quando ele pode causar problemas. Toda mulher que tem mioma no útero e apresenta sintomas desagradáveis pode se submeter ao procedimento”, explica.

O estudo desenvolvido pelo médico foi realizado em 2009, em parceria com o Instituto de Responsabilidade Social Albert Einstein. Foram atendidas 120 mulheres, entre as quais Sheila Santos Coelho, moradora de Nova Alvorada do Sul, diagnosticada com três miomas em Campo Grande e com indicação para histerectomia.
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