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“No terceiro dia de convivência, ela já começou a me chamar de mamãe”

24 MAI 10 - 07h:28
Há quatro anos, a assistente social Diná Guimarães de Campos constrói uma história de amor com a filha Joyce Mariáh, 7 anos. Solteira e com estabilidade no emprego, ela decidiu que precisava de algo a mais na vida e optou pela adoção. “Ela sempre teve conhecimento de todos os fatos e eu explicava: quero ser sua mãe. No terceiro dia de convivência ela já começou a me chamar de mamãe”, afirma.

Diná sempre quis construir relação de amor, confiança e companheirismo com a filha. “Ela sempre soube de toda a história e conversa disso com colegas, professores, familiares e amigos. Já pediu para contar sua história, mas nunca perguntou sobre detalhes. Não quero que entre nós haja problema, nem que possa duvidar de mim”, afirma.

A adoção foi totalmente pensada pela assistente social. “Durante todo o ano de 2004 pensei no assunto e pesquisei muito. Não cheguei a comentar com nenhuma pessoa antes de ter a decisão tomada, pois há pessoas favoráveis e outras que são contra. Só depois, decidi procurar o fórum e dei início ao processo de adoção. Decidi deixar os bebês para os casais. Por questão que considero até mesmo espiritual, adotei uma menina, para ser minha companheira”, conta. A adoção aconteceu em setembro de 2006, quando Joyce tinha 4 anos.

Diná explica que não pode classificar os primeiros dias de convivência como “mar de rosas”, pois afirma que é necessário aprender a amar a criança. “Eu tentava conquistá-la, mas, no final, foi ela quem me conquistou”, comemora. Hoje, a assistente social conta que passou a amar mais a filha a cada dia. “O processo não acontece de uma hora para outra, mas ter o papel de mãe é muito importante. Converso muito com a Joyce”, conta.
Hoje, provando que a experiência vale muito a pena, Joyce até pensa em adotar outra criança. “A questão financeira ainda me impede, mas posso dizer, com toda certeza, que a adoção foi muito satisfatória”, relata. (MC)
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