POLÍTICA

No primeiro mês, candidatos gastam quase R$ 4 milhões

No primeiro mês, candidatos gastam quase R$ 4 milhões
07/08/2010 06:25 -


Lidiane kober

No primeiro mês da campanha eleitoral, o governador André Puccinelli (PMDB) gastou em torno de R$ 3 milhões na corrida atrás de votos, enquanto seu principal adversário José Orcírio dos Santos (PT) desembolsou quase R$ 900 mil e o candidato do PSOL, Nei Braga, não gastou nada. Ontem, venceu o prazo para disponibilizar na internet a primeira prestação de contas dos partidos e coligações.
Anteontem, na caminhada na Vila Almeida, em Campo Grande, o governador informou ter investido em torno de R$ 3 milhões na campanha eleitoral. “Se eu não me engano R$ 3 milhões e alguma coisinha”, disse. Indagado sobre o montante que conseguiu arrecadar até o momento, Puccinelli voltou a não detalhar os dados. “Arrecadei e gastei isso, porque ainda não coloquei a mão no meu bolso”, completou.
O governador sugeriu à reportagem procurar o responsável por sua prestação de contas para saber mais detalhes dos números. Porém, a pessoa indicada por ele se negou a repassar as informações.
Já a assessoria jurídica de Orcírio revelou que o petista desembolsou R$ 878.312,91 na reta inicial da campanha eleitoral. A principal despesa teria ocorrido com deslocamento nas viagens do candidato do PT.
Ainda segundo a equipe, Orcírio arrecadou R$ 838.106,16. O montante negativo, na ordem de R$ 40.206,76, seria decorrente de compras a prazo, que devem ser quitadas neste mês, segundo a assessoria jurídica do petista.

Gasto zero
Enquanto isso, o presidente regional do PSOL, Lucien Roberto Rezende, disse que o partido ainda não gastou nada na campanha eleitoral. “Não tivemos nenhuma movimentação financeira”, declarou. “Não fizemos nenhum santinho e nenhum adesivo”, continuou.
Com poucos recursos à disposição, a direção do partido optou em deixar para a segunda quinzena de agosto a confecção de material de campanha. “Caso contrário, vai faltar material na reta final”, frisou Lucien. “Como fizemos parte de um partido pequeno não temos estrutura suficiente para fazer uma grande campanha”, completou. “Por enquanto, o que temos são promessas de doações”, concluiu.
No ato de registro da candidatura, Puccinelli informou que a estimativa de gastos na campanha seria na ordem de R$ 20 milhões, enquanto o Orcírio calculou desembolsar de R$ 16 milhões.
Nei Braga estimou ter um custo na ordem de R$ 250 mil, totalizando um gasto de R$ 36,25 milhões para os três candidatos que disputam o Governo de Mato Grosso do Sul.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".