Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

No lixo, a busca do corpo de rapaz assassinado

31 MAI 2011Por FAUSTO BRITES E EVELIN ARAUJO00h:02

Curiosos têm acompanhado o trabalho da polícia que, agora com auxílio de uma escavadeira, remove o lixão do Jardim Noroeste, desde ontem (30), na tentativa de encontrar o corpo do jovem Aristides Cavalheiro Lopes, 19 anos, morto por um grupo de pessoas no último dia 12. O trabalho é difícil e com poucas perspectivas de sucesso.

O próprio delegado Edilson Santos acredita que será muito difícil achar o corpo. "É muito lixo chegando a todo momento, acho que dificilmente encontraremos", explica.

Apesar disso, os trabalhos terão continuidade. Até quando não se sabe.

 O delegado disse ontem que está pedindo a prisão preventiva de todos os acusados nesse crime.

Assassinato

Edilson dos Santos Silva foi morto porque teria vendido uma moto furtada para Milton Bogado, de 49 anos, por R$ 200. Ele recebeu o dinheiro mas não entregava a moto, que seria uma YBR vermelha, não encontrada até agora pela polícia.

Sem o veículo, Milton começou a fazer ameaças a Aristides até que no dia 11 deste mês o agrediu, junto com o próprio filho, Wesley Mendes Bogado, de 19 anos e o cunhado, Marcelo Carlos de Souza, que foi ouvido e liberado.

Eles levaram Aristides para a casa de Gilberto Ferreira da Silva, de 38 anos e Anderson Luciano de Souza Moares, de 36 anos, que teriam executado a vítima. Eles estão foragidos.

Mauro David do Prado teria recebido R$ 20 para ocultar o corpo do rapaz. Reginaldo de Almeida Marcelino da Cruz o ajudou a carregar. Ele foi indiciado por participação.

Primeiramente o corpo foi retirado do local onde foi executado e levado para um terreno baldio.
 
Posteriormente foi levado para o lixão do Jardim Noroeste onde o corpo foi lançado sob o precipício e, após, encoberto por entulhos que são levados ali por caminhões.
 
Estão presos por homicídio doloso e ocultação de cadáver Milton Bogado e o filho Wesley Bogado, Mauro David do Prado, que estava foragido da colônia penal onde cumpria pena por por formação de quadrilha e receptação e Wagner Albuquerque de Oliveira, dono da casa onde aconteceu a agressão. 

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