Sábado, 16 de Dezembro de 2017

CASO NEYMAR

No Brasil, presidente do Barcelona é acusado criminalmente por fraude

23 JAN 2014Por FOLHA PRESS16h:45

Nem só de problemas com a contratação de Neymar vive Sandro Rosell, pressionado desde o ano passado por uma ala dos sócios do Barcelona para renunciar à presidência em razão da situação delicada do cartola no Brasil.

Padrinho de casamento de Ricardo Teixeira, Rosell entrou na perigosa mistura de dinheiro público, políticos e a CBF. E assim, o cartola espanhol se viu no meio de investigações, auditorias e uma devassa em sua vida e da empresa Ailanto Marketing.

As notas fiscais 1 e 2 da empresa foram emitidas ao governo do Distrito Federal para organizar em 2008 uma partida entre Brasil e Portugal, como forma de exibir Brasília, à época candidata a sede da Copa-2014, para a Fifa e Teixeira.

A Ailanto recebeu R$ 9 milhões para organizar a partida. E começaram os problemas: parte das despesas foi paga pela federação brasiliense. A hospedagem dos atletas tem a suspeita de ter sido superfaturada. Além disso, o dinheiro da bilheteria da partida, organizada a pedido do governo, ficou com a federação.

Em um notebook da sócia de Sandro Rosell, foram encontradas remessa de R$ 1 milhão para o exterior da Ailanto para a conta do cartola em Barcelona, além de cheques nominais e repasses de R$ 705 mil a Ricardo Teixeira.

Hoje, Sandro Rosell enfrenta duas ações na Justiça de Brasília, movidas pelo Ministério Público do DF.

Na ação civil, a promotoria pede a devolução do dinheiro por parte da empresa. Na ação criminal, o cartola e sua sócia são réus, sob acusação de fraude e de se beneficiar ilegalmente da contratação sem licitação.

Um dos motivos é que os eventos apresentados como atestado de experiência da Ailanto ocorreram quando a empresa nem existia. As penas podem chegar a oito anos de prisão.
Após quase seis anos da partida, os processos continuam sem desfecho. A defesa de Rosell diz que os contratos são legais e que o jogo foi realizado e considerado um sucesso.
 

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