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New York Times elogia Padilha por direção em Robocop

13 FEV 14 - 13h:15diario24horas.com.br

Robocop está de volta às telas de cinemas, com uma produção multimilionária, dirigida pelo brasileiro José Padilha, responsável pelo prestigiado Tropa de Elite, que inclusive já foi premiado com o Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim, em 2008. O remake foi assistido pelo “The New York Times”, que publicou uma crítica positiva ao longa, o definindo como “Competente”, sobretudo pelo trabalho do brasileiro.

A resenha também afirma que Padilha se dá melhor quando as cenas são feitas em menor escala. “Quanto mais próximo ele chega dos atores, melhor”, afirma Manohla Dargis, resenhista do jornal, que também falou sobre as cenas de maior escala, repletas de violência e computação gráfica, que supostamente fazem o espectador “procurar o controle de vídeo game”.

O orçamento do longa-metragem gira em torno de R$ 240 milhões e possui o roteiro "mais inteligente do que o esperado", de acordo com uma avaliação publicada pela revista “Variety” recentemente.

A trama é ambientada em 2029, quando os drones já são usados há um bom tempo para fins militares ao redor do mundo. A empresa OmniCorp, então, deseja que eles sejam usados também para o combate ao crime nas grandes cidades. Entretanto, esta iniciativa tem recebido forte resistência nos Estados Unidos. Na intenção de conquistar o povo americano, Raymond Sellars (Michael Keaton) tem a ideia de criar um robô que tenha consciência humana, de forma a aproximá-lo da população. A oportunidade surge quando o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) sofre um atentado, que o coloca entre a vida e a morte. A partir daí surge o Robocop.

Aos fãs mais atentos da franquia, percebe-se que, ao contrário do filme original de Paul Verhoeven, de 1987, nesta versão o exército americano já utiliza os robôs da OmniCorp nos combates no Oriente Médio, porém o uso civil das máquinas está proibido nos Estados Unidos, em uma referência evidente à discussão atual sobre os drones.

Padilha afirmou, em entrevista realizada em Beverly Hills, que o filme pode trazer à vida real um assunto que provoca discussão entre os espectadores. Estamos perto do momento em que os robôs substituirão os soldados. Já observamos drones no exterior", disse o diretor. "Em breve, todos os países terão que decidir se permitirão o uso de robôs nas agências de segurança. Será necessário legislar sobre o que será permitido e o que não será. Vai acontecer", concluiu.

O texto do “New York Times” também ressalta que o novo Robocop possui uma conexão mais humana com seus personagens, em comparação com o original da década de 80. Com um número menor de palavrões e tiroteios, segundo a resenha, o novo filme se adapta a sua geração de espectadores. “Aparentemente, cada geração recebe o ‘RoboCop’ que merece, ou que talvez deseje”, afirmou Dargis.
 

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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