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Navio-tanque japonês pode ter sido atacado perto do Golfo Pérsico

28 JUL 10 - 09h:20
     Um navio-tanque japonês teve o casco danificado por uma explosão ocorrida nesta quarta-feira (28) no Estreito de Hormuz, no Golfo Pérsico, e os proprietários da embarcação acreditam que ela teria sido vítima de um ataque terrorista.

        A região onde ocorreu a explosão, próxima do litoral do Omã, é rota de cerca de 40% dos navios que comercializam petróleo em todo o mundo. A área não é alvo frequente de ataques, mas a organização terrorista Al-Qaeda já realizou atentados contra empresas e veículos do setor petroleiro na região.

        A explosão no M. Star ocorreu pouco depois de o navio-tanque entrar no Estreito, ao sair do Golfo, informou a companhia japonesa Mitsui O.S.K. Line, proprietária da embarcação. Segundo a empresa, a explosão, ocorrida na parte de trás do navio, pode ter sido causada "por um ataque vindo de fora da embarcação" quando esta estava em águas omanianas.

        Eiko Mizuno, porta-voz da Mitsui, informou que a empresa "acredita que a explosão realmente veio de fora e pode ser um ataque". "Não há nada que possa explodir naquela parte do navio", disse.

        Um dos 31 tripulantes disse ter visto uma luz antes da explosão, sugerindo que algo teria atingido o casco. A área atingida fica perto de onde são guardados os botes de resgate. Um marinheiro foi atingido por cacos de vidro e sofreu pequenos cortes.

        Yuki Shimoda, funcionário do Ministro de Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão, disse que o órgão não suspeita de ataque, mas admite que a possibilidade não foi descartada.

        O navio-tanque, que carrega 270 mil toneladas de petróleo, havia saído dos Emirados Árabes Unidos em direção a um porto em Tóquio, informou o ministério, acrescentando que o barco havia sido registrado nas Ilhas Marshall.

        O Estreito de Hormuz faz parte da rota vital para o comércio de petróleo e outros bens do Golfo Pérsico. A região é distante da are em que os piratas da Somália agem. Ainda assim, há registros de grupos criminosos que atuam nas águas entre o Omã e o Irã.

         

        (Agência Estado)


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