sábado, 21 de julho de 2018

Natal e investimento fazem importação bater recorde

2 OUT 2010Por Eduardo Rodrigues (AE)02h:55



As encomendas para o Natal e os investimentos produtivos no País aceleraram o aumento das importações em setembro, cujo resultado de US$ 17,740 bilhões bateu o recorde histórico para o mês. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a média diária das compras internacionais no mês foi 41,3% superior à registrada no mesmo período do ano passado.
“Houve aumento nas importações em todos os itens, mas as compras de bens de capital continuam fortes com crescimento impressionante de 50,5% no mês”, avaliou o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral. Os produtos dessa categoria com maior crescimento nas compras em setembro foram os de maquinaria industrial (89,8%) e equipamentos de transporte (51,3%), como veículos de carga, tratores e veículos rodoviários. “O nível de investimento estrangeiro direto no Brasil está alto e impulsiona importações de bens de capital”, completa.
Além disso, segundo Barral, a composição dos estoques de Natal geralmente se concentra nos meses de agosto e setembro, impulsionando as importações nesse período. No mês, as compras de vestuário, por exemplo, aumentaram 67%. O resultado também se reflete no aumento de 73% nas compras de mercadorias chinesas em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2009, principalmente de eletroeletrônicos, mas também de aço e máquinas e equipamentos.
O real valorizado também estimula as compras no exterior. As importações de automóveis, por exemplo, ficaram 47,2% maiores do que as de setembro de 2009, principalmente com aumento na aquisição de veículos da Argentina, México, Alemanha e Coreia do Sul. A conta ainda é inflada pelo aumento do consumo de insumos importados na indústria nacional, que representam quase metade dos desembarques no País. “A indústria brasileira começa a trocar insumos nacionais por importados para continuar competitiva. Esse é o maior impacto do câmbio”, disse Barral.

Exportações
Sobre as exportações, que alcançaram US$ 18,833 bilhões em setembro, o secretário destacou o aumento de 61,9% nas vendas de básicos na comparação com o mesmo mês do ano passado, efeito ampliado pelo aumento de preços de importantes commodities da pauta brasileira, como minério de ferro, café em grão, milho e açúcar.
O resultado refletiu em um crescimento no mês de 74,2% nas exportações para a China, grande compradora de produtos básicos. “Ou seja, vendemos minério de ferro e importamos aço dos chineses”, comentou Barral.
Outro destaque em setembro foi o aumento de 60,5% nas vendas para a Argentina. “Aumentando muito os embarques para alguns mercados tradicionais como Argentina e América Latina, houve elevação de preços de commodities para mercado chinês, e estamos lentamente retomando mercado para os Estados Unidos e a Europa”, concluiu.

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