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VIOLÊNCIA

Na Nigéria, 'justiceiros" agridem e entregam gays à polícia, diz ONG

15 FEV 14 - 17h:45FOLHA PRESS

Ativistas de direitos humanos informaram hoje que um grupo de 40 homens armados com paus e pedras agrediu 14 jovens homossexuais e entregou quatro deles à polícia para que fossem presos pela nova lei que criminaliza contra as relações entre pessoas do mesmo sexo.

A nova medida, aprovada em janeiro, penaliza as relações homossexuais com até 14 anos de prisão. A lei também proíbe as manifestações e as reuniões de ativistas pelos direitos de gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e transexuais.

Segundo Ifeanyi Orazulike, do Centro Internacional de Defesa pelo Direito à Saúde, os homens saíram durante a madrugada de quinta e invadiram casas de uma favela da capital Abuja. Moradores da região ouvidos pelo ativista disseram que eles "queriam limpar o bairro" com a retirada dos gays.

Eles fariam parte de um grupo de "justiceiros", que costuma agredir ou matar quem comete delitos como furto e roubo.

Os homens levaram pelo menos quatro das vítimas para postos da polícia, onde disseram terem recebido chutes e socos de policiais, enquanto ouviam palavras pejorativas e ameaças de prisão. Alguns dos agredidos foram ameaçados de morte por policiais e "justiceiros" e tiveram as casas pichadas.

Os quatro enviados à polícia foram liberados na noite de quinta por falta de provas de que eles seriam gays. Questionado, o vice-chefe da polícia de Abuja, Altine Daniel, afirmou que não tinha informações sobre o assunto.

A nova lei provocou o aumento do número de prisões de homossexuais na Nigéria. Em janeiro, pelo menos 50 pessoas foram presas em quatro Estados nigerianos acusadas de ter relações com pessoas do mesmo sexo, a maioria trazida por grupos de moradores "justiceiros".

Embora o país seja dividido entre muçulmanos e cristãos, ambos os lados concordam com a punição aos homossexuais. A medida foi duramente criticada pela União Europeia, os Estados Unidos e organizações de direitos humanos.
 

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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