Terça, 20 de Fevereiro de 2018

Estudo

Na linguagem do amor, o mais importante é como se fala, diz estudo

10 FEV 2011Por Diário da Saúde21h:05

As pessoas tendem a sentir atração, namorar e se casar com outras pessoas que se assemelham a elas em termos de personalidade, valores e até aparência física.

No entanto, esses elementos apenas resvalam sobre a superfície daquilo que realmente faz um relacionamento dar certo.

A forma como as pessoas conversam, por exemplo, também é importante.

Um novo estudo publicado na revista Psychological Science revela que pessoas que têm estilos similares de falar são mais compatíveis, tendem a dar mais certo e a ter relacionamentos mais duradouros.

Palavras de função

O estudo se concentrou nas palavras chamadas "palavras de função." Não são substantivos e verbos, são as palavras que mostram como substantivos e verbos se relacionam.

Palavras de função são difíceis de definir explicitamente, mas nós as usamos o tempo todo - um, ser, qualquer coisa, que, vontade, seu e e.

O modo como usamos estas palavras constitui nosso estilo não apenas de falar, mas também de escrever.

Estilos de falar e escrever

Pennebaker e seus colegas examinaram se os estilos de falar e escrever que os casais adotam quando conversam um com o outro conseguem prever o comportamento futuro - amizade ou namoro - e também a força dos relacionamentos de longa duração.

Eles fizeram dois experimentos nos quais um programa de computador foi usado para comparar os estilos de linguagem dos parceiros.

No primeiro experimento, todas as conversas soavam mais ou menos iguais para um ouvido destreinado, mas a análise do texto revelou diferenças acentuadas na sincronia da linguagem.

Os pares cujos escores de correspondência no estilo de linguagem ficaram acima da média mostraram-se quatro vezes mais propensos a querer um contato futuro do que os pares cujos estilos de linguagem estavam fora de sincronia.

Um segundo experimento revelou o mesmo padrão em bate-papos online entre casais de namorados ao longo de 10 dias.

Quase 80 por cento dos casais com estilos de escrita equivalentes continuavam namorando três meses depois, em comparação com cerca de 54 por cento dos casais cujos estilos não se equivaliam tão bem.

O que e como falar

A conclusão é que o que as pessoas dizem umas às outras é importante, mas como elas dizem pode ser ainda mais significativo.

Segundo Pennebaker, as pessoas não ficam sincronizando conscientemente seu discurso.

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