Sábado, 23 de Junho de 2018

Na fronteira com o Paraguai, agentes tentam reduzir índice de infestação

20 JAN 2010Por 04h:36
Os agentes municipais de Saúde de Ponta Porã iniciaram arrastão para tentar diminuir o índice de infestação do mosquito Aedes aeg ypti, transmissor da dengue. No ano passado, foram confirmados mais de 300 casos da doença nos dois lados da fronteira. Para evitar uma epidemia, foi lançado um mutirão no lado brasileiro e no início de fevereiro serão traçados planos para serem desenvolvidos em conjunto com as autoridades paraguaias. O secretário municipal de Saúde, Josué da Silva Lopes, disse que o período de chuvas na região trouxe preocupação, já que é justamente nesta época que o mosquito prolifera. Ele informou que neste ano foram notificados seis casos suspeitos de dengue em Ponta Porã, sendo que apenas um foi confirmado com a doença, assim mesmo com exame feito em laboratório particular. “Estamos aguardando a chegada do resultado do exame solicitado ao Lacen em Campo Grande, para saber se a suspeita será confirmada ou não”. A pessoa que teria contraído a dengue, segundo os dados colhidos pela Secretaria Municipal de Saúde, viajou no início do ano para Dourados, onde teria contraído a doença. O infectado é morador do conjunto habitacional Ignez Andreazza, periferia de Ponta Porã. Para evitar o pior, no próximo dia 4, autoridades do setor de saúde de Ponta Porã e de Pedro Juan Caballero estarão reunidas no Hospital Regional de Paraguai, oportunidade em que vão discutir estratégias para combater o mosquito Aedes aeg ypti. O objetivo é atuar de forma conjunta para eliminar o transmissor da doença. A coordenadora do Centro de Controle de Zoonozes, Raquel Bortolini, disse que o trabalho que já está sendo desenvolvido pretende reduzir a infestação do mosquito transmissor da dengue. Ela disse que atualmente a infestação é de 1,11%, quando o recomendável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 1%. Em algumas regiões da cidade, o índice atingiu até 5%, o que faz aumentar ainda mais a preocupação. No ano passado, foram confirmados 150 casos de dengue em Ponta Porã. No lado paraguaio da fronteira foram 160 confirmações. As autoridades temem que, se não houver uma ação preventiva em conjunto neste ano, haverá uma nova epidemia da doença. No lado brasileiro, os agentes de saúde com servidores do Centro de Controle de Zoonoses estão com várias frentes de trabalho recolhendo todo tipo de lixo que pode acumular água. Eles também desenvolvem campanha de conscientização junto à população dos bairros e também da área central.

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