Terça, 12 de Dezembro de 2017

evolução sem freio

Na Capital, frota de veículos mais que dobrou e população cresceu 25%

2 JAN 2014Por DA REDAÇÃO00h:00

Enquanto a população de Campo Grande cresceu 25% de 2003 para 2013, a frota de veículos dobrou neste mesmo período, conforme matéria de hoje (2) no jornal Correio do Estado. No início de 2001, cerca de 663 mil pessoas habitavam na Capital, número que hoje chega a 832 mil, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A frota, por sua vez, era de aproximadamente 223 mil veículos em 2003 e 470 mil neste ano, mais de 110% de aumento. Não fosse pela falta de estrutura da cidade e consequentemente das vias, Campo Grande seria um exemplo de trânsito seguro, se levarmos em consideração que metade da população tem um veículo próprio, porém, os números apontados diversas vezes em reportagens do Correio do Estado mostram que os acidentes aumentam a cada dia, chegando a superlotar o setor de ortopedia da Santa Casa.

Para o engenheiro Lucas Assumpção Oshiro, especialista em infraestrutura, faltou planejamento quando a cidade foi projetada. “Temos muitos locais, como a rotatória da Via Park com a Mato Grosso que não foram planejados para receber essa quantidade de carro que temos hoje e, se algum projeto for construído lá agora teremos outro problema: parar o trecho e segurar o trânsito, o que vai piorar ainda mais o fluxo”, disse. De acordo com ele, a construção do viaduto da Avenida Afonso Pena com a Ceará, na década de 80, foi um marco. “Este projeto sim foi visionário, porque hoje contribui para o tráfego. Quando construiram, as pessoas perguntavam se não era demais, mas não havia o trânsito que temos agora”, explica. A largura das vias também contribui para formar congestionamentos, bem como a falta de sinalização adequada, discutida em inúmeras oportunidades pelo jornal. O transporte público, que atende cerca de 6,5 mil usuários, precisa disputar espaço com veículos de passeio, causando mais transtornos e irritação para os campo-grandenses.

Até agora estamos descrevendo um dia de sol, comum a Campo Grande, porém, quando chove é necessário paciência e conhecimento das vias que estarão “menos problemáticas”. A Via Park, já citada, é uma das principais pistas que alagam e desesperam motoristas, que passam por uma verdadeira maratona para se deslocar, sem contar a qualidade do asfalto. “A drenagem e a pavimentação não estão atendendo ao fluxo que a Capital tem hoje. O asfalto cede com o intenso tráfego e cada dia fica mais difícil destruir tudo e construir de novo. A morosiade do poder público é muito grande. Participei do projeto de revitalização da Avenida Júlio de Castilhos e até hoje os semáforos não funcionam, causando transtornos ao motoristas”, disse Lucas. A reportagem é de Beatriz Longhini.

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