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Música clássica vai até os ribeirinhos

10 MAR 10 - 02h:08
O barco-hotel surge nas águas mansas do Rio Paraguai, em direção a Ladário, cidade vizinha, e os ribeirinhos desviam a atenção da pesca para aquele som que vem da embarcação, algo inusitado, diferente, nunca acontecera antes. A primeira parada é o porto, onde se concentram também estudantes. Um concerto flutuante no meio do rio. A iniciativa de apresentar o musical para os ribeirinhos e comunidades que vivem às margens do Rio Paraguai, entre Corumbá e Ladário, foi do Moinho Cultural Sul- Americano. A escola fundada em 2005, que ensina música, dança e idiomas para 300 alunos brasileiros e bolivianos, comemorou à moda pantaneira o Dia Nacional da Música Clássica, na última sexta-feira e também os cinco anos da escola. Quarenta alunos da Orquestra Vale Música e Camerata e 20 do coral, entre 8 a 15 anos, estavam ansiosos. Já se apresentaram para grandes plateias, mas era a primeira vez em meio à natureza. Uma experiência fantástica. O grande barco, transformouse em uma sala de concerto – no rio. As pessoas saiam de suas casas, se aglomeravam nas barrancas para ouvir à apresentação. Porta da casa Por duas horas, os jovens músicos do projeto apoiado pela Vale, grupo J. Macedo e Eletrobrás apresentaram um repertório variado, do clássico ao MPB, com direito ao Trem do Pantanal, de Paulo Simões e Geraldo Roca. Basicamente, apresentaram ao novo público as composições de autoria do músico Leonardo Sá para o Moinho In Concert do ano passado. “Aqui está um exemplo de que a música clássica não está estagnada e pode ser popular, tenha esse fluxo do ir e vir do rio, no ritmo da natureza; ser cantada na porta da casa de pessoas simples”, disse a diretora artística da escola, bailarina Márcia Rolon, que dirigiu o espetáculo. “O que estamos fazendo é formação de plateia, levar a boa música ao homem pantaneiro”. Comemoração Enquanto o barco navegava, o ribeirinho acenava, atraído pelo som dos metais, violinos, sopros e vozes vindos do rio. Os alunos de música interpretaram preciosidades como “Balada para Adeline”, “Habe park” e “Moonlight serenade”, com arranjos e adaptações para a Camerata. Também se ouviu Milton Nascimento (“Maria, Maria”) e Vinícius (“O velho e a flor”). A per forma nce sobre águas e camalotes integra as comemorações do quinto ano do Moinho Cultural, que funciona em um antigo moinho, no porto geral de Corumbá, com a gestão do Instituto Homem Pantaneiro (IHP). A festa oficial será no próximo dia 25, com a participação de um ícone do folclore pantaneiro, o mestre do cururu Agripino Magalhães Soares, 92 anos.
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