sábado, 21 de julho de 2018

Museu do novo

Museu recém-inaugurado resgata pré-história da computação

31 JAN 2011Por LINK ESTADÃO05h:53

O Museu da História da Computação, dono do maior acervo de aparelhos eletrônicos de antes e depois da invenção do PC, acaba de se mudar para onde grande parte da história da tecnologia digital no século 20 se passou – o Vale do Silício. A instituição, que foi criada nos anos 70 para abrigar a coleção pessoal de Gordon Bell, da Microsoft, agora, fica na vizinhança do Google, em Mountain View, na Califórnia.

Entre as preciosidades em exposição permanente estão os primeiros servidores usados pelo futuro gigante das buscas, com os fios todos enrolados e prestes a entrar em curto-circuito. O ex-CEO da empresa, Eric Schmidt, que entrou no Google na transição entre startup promissora e maior das companhias de internet, faz parte do conselho do projeto, junto de ilustres como Linus Torvalds (criador do Linux), Steve Wozniak (cofundador da Apple) e Tim Berners-Lee (o pai da web), entre outros.

Tanto os figurões quanto as grandes empresas de tecnologia da área adotaram o museu. Até porque ele arquiva documentos, aparelhos e equipamentos raros que, juntos, reconstroem a história recente da inovação – principalmente, a explosão do microcomputador pessoal, o barateamento do arquivamento de dados e a internet.

Foi principalmente por causa de uma doação de Bill Gates – nada menos que US$ 15 milhões – que o projeto conseguiu se reciclar, adquirir novos artefatos e mudar-se para uma gigantesca sede de US$ 19 milhões ao lado do Googleplex.

“Temos a coleção mais importante de computadores históricos, hardware, software, vídeos, filmes, gravações de áudio e manuais técnicos. São mais de 100 mil objetos”, afirma Dag Spicer, curador do Computer History Museum em entrevista ao Link.

Segundo Dag, a grande dificuldade de gerenciar o local é saber quais os produtos que, mesmo recentes, merecem ou não o rótulo de “históricos”. “Por isso, esperamos dez anos antes de aceitar um objeto novo no acervo”, explica.

Reaberto no começo de 2011, o museu abriga uma exposição sobre os primeiros 2 mil anos da computação, “do ábaco ao iPod”. A mostra explica como os humanos lutaram para dominar o mundo através do cálculo e, durante o processo, criar coisas novas e inesperadas de inteligência e beleza excepcionais”, conclui.

Leia Também