Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

IBGE

Municípios agrícolas têm maiores rendas per capita do Estado

11 DEZ 2010Por Edivaldo Bitencourt02h:00

Municípios com vocação agrícola continuam com as maiores rendas per capita de Mato Grosso do Sul, conforme o levantamento divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A grande surpresa do levantamento referente a 2008 foi o crescimento de 231% de Corumbá, beneficiado pela indústria de mineração, que passou a ocupar o segundo lugar no ranking estadual. Campo Grande tem a 26ª maior renda no Estado.

O maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita continua sendo de Chapadão do Sul, que teve aumento de 45% entre 2002 e 2008, de R$ 21.311 para R$ 31.017,14. Outros quatro municípios, que estão entre os seis primeiros, têm a agricultura como principal base econômica, como soja, milho e algodão. São Gabriel do Oeste está em 3º lugar, com aumento de 36% na renda no período, de R$ 17.248 para R$ 23.479,39. Maracaju e Rio Brilhante tiveram, respectivamente, aumento de 73% e 108%, atingindo a 5ª (R$ 21.932,53) e a 6ª (R$ 21.383,18) posições, respectivamente.

Corumbá foi exceção no grupo agrícola, já que o crescimento de 231% na renda per capita foi impulsionado pela chegada das indústrias de mineração, como MMX, Vetorial e Vale. O PIB per capita da cidade branca oscilou de R$ 8.645 para R$ 28.693,20, o segundo maior de Mato Grosso do Sul.

Apesar de ser a Capital, Campo Grande não tem a maior renda per capita do Estado. Em seis anos, o valor cresceu 105%, de R$ 6.808 para R$ 14.001,93. O PIB per capita do campo-grandense é inferior a média estadual, de R$ 14.188,41, e representa 30% da maior do País, de R$ 45.977,59, registrada no Distrito Federal.

Mais pobres
O município de Japorã, que tem grande população indígena, continua o mais pobre. Além de ter o menor PIB, de R$ 35,5 milhões, a cidade ainda tem a pior renda per capita do Estado: R$ 4.667,86. O 2º pior é Coronel Sapucaia (R$ 5.864,31), seguido por Ladário (R$ 5.924,19) e Paranhos (R$ 5.998,84).

De acordo com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, de Planejamento, de Ciência e de Tecnologia (Semac), 50 municípios têm renda per capita superior a R$ 10 mil e nove com mais de R$ 20 mil. Outros 28 têm PIB per capita inferior a R$ 10 mil.

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