Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

despedida

Multidão acompanhou sepultamento de Lúdio Coelho em Campo Grande

23 MAR 2011Por vivianne nunes e evelin araujo10h:51

Duas tendas montadas para celebração pela morte do ex-prefeito da Capital, o pecuarista Lúdio Martins Coelho, não foram suficientes para abrigar a todos em cerimônia rápida ocorrida às 10h50min no cemitério Parque das Primaveras. Muito comovida, a esposa Nilda Coelho, que passou a maior parte do tempo ao lado do caixão no velório na Câmara de Vereadores, precisou sentar-se durante a benção final minutos antes de enterrar o corpo do marido. Para o último adeus, ela pediu ajuda aos familiares que a acompanhavam, levantou-se e jogou flores no local onde Lúdio foi sepultado, demonstrando já muito cansaço e pesar.

O corpo de Lúdio foi trasladado em uma viatura do Corpo de Bombeiros da Câmara até o cemitério e o cortejo que o acompanhou tinha pouco mais de cem pessoas. No fim, as mais de duas centenas de coroas de flores ficaram espalhadas pelo chão do cemitério.

Lúdio Martins Coelho tinha 88 anos e foi prefeito de Campo Grande por dois mandatos, senador da República por Mato Grosso do Sul e presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul). Ele faleceu na tarde de ontem vítima de complicações cardíacas.

 

Amigos

O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) Francisco Maia disse que Lúdio Coelho era referência na parte animal do agronegócio. "Na parte de grãos a todo ano ele aumentava a produção e fazia a junção do simples com o moderno".

"Ele era um cidadão exemplar. Nós perdemos um ícone" - Francisco Maia

"Como político ele era um humanista, era um homem que sabia valorizar as pessoas. Como pessoa ele era um otimista e bem humorado", relembra Francisco, contando a famosa história do caso da inauguação da ponte no Bairro Aero Rancho. "Um jornalista perguntou a Lúdio qual era a importância daquela ponte e ele disse: para passar água por baixo e carros por cima".

 

O produtor rural João Bosco Leal, que por muitos anos esteve à frente do Movimento Nacional de Produtores (MNP), é companheiro da sobrinha de Lúdio Coelho, Ângela Coelho. Ele disse que Lúdio era um pai para a esposa. "Na realidade, minha esposa e os irmãos perderam os pais muito novos. Ele consideravam Lúdio como um pai, que sempre os amparou", revela. 

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