ESPECIAL 'LEI SECA'

Multas por embriaguez ao volante crescem, mas não freiam mortes

Multas por embriaguez ao volante crescem, mas não freiam mortes
06/07/2012 11:45 - MILENA CRESTANI


As multas a motoristas dirigindo embriagados em Mato Grosso do Sul aumentaram 231% nos cinco primeiros meses deste ano em comparação ao mesmo período de 2007, um ano antes de a Lei Seca entrar em vigor. Entretanto, as punições ainda não estão sendo suficientes para frear as tragédias no trânsito. Poucos dias antes de a legislação completar quatro anos – dia 19 do mês passado – motoristas embriagados voltaram a causar perplexidade diante de novas mortes no trânsito de Campo Grande e interior. No mês passado, em menos de dez dias, duas ocorrências resultaram em morte, onde foi constada a embriaguez dos condutores. Atos sem pensar de motoristas que ainda não aprenderam a lição de que não se deve misturar álcool e direção. Ao transformarem o carro em armas, destroem sonhos de famílias e ceifam vida de inocentes. 

Os dois motoristas autores das tragédias continuam detidos e responderão por homicídio doloso (caracterizado pelo dolo eventual, quando a pessoa produz ações que podem resultar em morte). No dia 31 de maio, Richard Ildivan Gomide Lima, 21 anos, dirigia um Punto pela Avenida Afonso Pena quando atropelou e matou o segurança David Del Vale Antunes, 31, que estava de motocicleta parado no semáforo. Ele apresentava sinais de embriaguez, mas recusou-se a fazer o teste do bafômetro. 

Já Rubinho Silva de Souza, 24, que atropelou e matou Luiz André Gonzales dos Santos, 19 anos, no dia 10 de junho, foi submetido a teste do bafômetro, que constatou sua embriaguez (0,96 miligramas por litro). Ele conduzia um Gol e depois de atingir a moto de Luiz André tentou fugir do local, mas foi contido por moradores.  Outros dois condutores estão detidos por mortes causados no trânsito neste ano. Desde que a Lei Seca entrou em vigor foram duas condenações de motoristas que causaram acidentes no trânsito e haviam ingerido bebida alcóolica. 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".