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Campo Grande - MS, domingo, 16 de dezembro de 2018

SAÚDE

Mulheres também sofrem com a calvície

4 ABR 2011Por 22h:35

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a calvície (alopécia androgênica) não é um problema somente dos homens. A inimiga da vaidade também compromete muitas cabeças femininas. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar, 25% das mulheres brasileiras entre 35 e 40 anos e 50% das que já possuem idade acima dos 40 anos sofrem algum grau de calvície.

Difusa e sem entradas, a Alopecia Androgênica feminina diferencia-se da masculina nestes aspectos. Nas mulheres, não são ressaltadas áreas completamente calvas, os fios de cabelo da parte superior da cabeça ficam finos e não crescem como antes. “A diferença no modo de acometer homens e mulheres chama a atenção. Justamente por não ser notada como a calvície masculina, que, muitas vezes, as mulheres não buscam tratamento antes do estágio avançado”, explica a dermatologista e cirurgiã Maria Angélica Muricy Sanseverino.

De grande importância na estética da mulher por possibilitar inúmeras transformações no visual, os cabelos estão diretamente ligados à autoestima. A perda dos fios pode representar um sofrimento. A dermatologista Maria Angélica destaca: “A calvície começa a se manifestar por volta dos 30 anos e tem o seu pico após a menopausa. E, em 20% dos casos é fator genético, patologia herdada de um familiar do sexo feminino”.

A calvície da mulher caracteriza-se por uma rarefação dos fios capilares, principalmente no alto da cabeça. Os cabelos vão diminuindo em força, de maneira lenta e progressiva. A enzima 5 alpha redutase tipo 2 transforma o hormônio masculino (testosterona), que toda mulher tem, em dihidrotestosterona (DHT), substância responsável pela rarefação dos fios.

“O primeiro sinal da alopécia androgênica é o afinamento do cabelo. Depois, uma rarefação acentuada cria-se uma espécie de transparência, permitindo que se veja o couro cabeludo. E, por fim, os fios ficam finíssimos, frágeis e quebradiços. Nesse estágio a calvície já está instalada”, destaca a dermatologista da Clínica Muricy.

Hoje, os tratamentos preventivos conseguem reverter ou estabilizar a patologia com eficiência. A FDA (agência norte-americana de controle dos produtos farmacêuticos) reconhece três tratamentos: o Minoxidil (loção – Shampoo), Finasteride (remédio de uso oral) e, mais recentemente, o laser de baixa voltagem.

O minoxidil é um medicamento (uma loção) que, ao ser aplicado no couro cabeludo, age nos folículos piloso “vivo” retardando o seu processo de miniaturização e prolongando a fase de crescimento. Seu agente ativo é o sulfato de minoxidil. A Finasteride é uma medicação por via oral que inibe a formação de DHT, o agente causador da miniaturização. Já o laser de baixa voltagem age através da fotobioestimulação, a luz penetra no local aplicado, atinge as células e estimula seu metabolismo.

Como a evolução da calvície é lenta, iniciada após da puberdade, quando os hormônios sexuais começam a ser produzidos, boa parte das mulheres nem se dão conta de quando seus cabelos começaram a enfraquecer. E, com estágio avançado, só o transplante capilar pode resolver.

A especialista Maria Angélica finaliza: “Notar que alguns fios de cabelo ficaram na escova ao se pentear, no ralo do banheiro após o banho ou mesmo no lençol da cama onde dormiu é normal para todo mundo. Mas, se o volume encontrado estiver aumentando com o tempo, é bom se prevenir, pois algo de errado pode estar acontecendo”.

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