sábado, 21 de julho de 2018

ESTÉTICA

Mulheres são mais afetadas pela disfunção da articulação dos ossos da face

12 NOV 2010Por DA REDAÇÃO12h:49

Você sente dores ou identifica a presença de ruídos provenientes dos músculos ou articulações faciais, geralmente agravados pela fala ou mastigação? Saiba que a presença de algum destes sinais e sintomas pode estar presente em até 70% da população adulta brasileira, estando pelo menos 10% em necessidade de tratamento, em especial as mulheres em idade fértil. As desordens temporomandibulares (DTM), como esses sintomas são conhecidos, afetam o funcionamento normal da articulação temporomandibular e músculos mastigatórios.

Alguns fatores indicam predisposição para o desenvolvimento destas desordens como ser mulher e estar em idade reprodutiva ou ter alta capacidade de alongamento dos ligamentos articulares. Contudo, o surgimento dos sintomas acontece na presença de fatores de sobrecarga das estruturas articulares e musculares envolvidas, como os relacionados com algum tipo de parafunção oral, principalmente as relacionadas ao bruxismo do sono, caracterizado pelo involuntário ranger e apertar dos dentes.

Segundo estudo publicado recentemente pelo cirurgião-dentista Ricardo Tesch, da Faculdade de Medicina de Petrópolis, na Revista Brasileira de Medicina, cerca de 80% dos pacientes com DTM que procuram por tratamento apresentam alguma destas parafunções. “Os mais importantes fatores de risco iniciadores de DTM são as parafunções orais, ou seja, o hábito de ranger ou apertar os dentes, que pode ocorrer durante o dia (apertamento dentário diurno) ou durante a noite (bruxismo do sono). Hereditariedade, fumo, excesso de consumo de café e perturbações do sono são alguns dos fatores que aumentam o risco de desenvolvimento do bruxismo”, explica o profissional.

Na maioria dos casos, os sintomas da DTM são transitórios e autolimitantes, ou seja, desaparecem sem a necessidade de intervenção – estima-se que apenas cerca de 5 a 10% dos casos necessitem de auxílio especializado. O tratamento de curto prazo dura aproximadamente 3 meses, mas em alguns casos o acompanhamento pode se estender por tempo indeterminado.

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