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INVESTIMENTO

Mulheres preferem PGBL na hora de comprar previdência

2 ABR 2011Por infomoney06h:00

Na hora de investir em um plano de previdência privada, 52% das mulheres preferem a modalidade PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), enquanto 48% optam pelo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

Para o gerente da área de Inteligência de Mercado e Clientes da Brasilprev (responsável pelos números), Sandro Bonfim, isso acontece porque a mulher é mais consciente que os homens na hora de adquirir os planos.

“O PGBL traz um benefício fiscal para quem usa a declaração completa do Imposto de Renda. Esses números mostram que quando elas compram o plano, essa é uma decisão consciente, que foi estudada. Elas conhecem os produtos, conhecem seus objetivos e costumam ter seus projetos um pouco mais claros do que os homens”, afirma.

Entenda
O executivo explica que o PGBL permite que a contribuição seja abatida do imposto de renda, até o limite de 12% da base de cálculo, o que revela também que as mulheres estão mais atenciosas com seu planejamento tributário.

“No PGBL você pode deduzir as contribuições efetuadas ao plano até o limite de 12% da sua renda bruta anual. Porém, esse benefício acaba atingindo apenas quem efetivamente tem imposto a pagar e, portanto, pode se beneficiar da dedução, e quem declara através do formulário completo, onde é possível discriminar as deduções”, explica Bonfim.

Já o VGBL não conta com o mesmo benefício fiscal e com ele não é dada a opção de deduzir o valor do imposto a pagar. Porém, o imposto pago na hora do resgate dos benefícios é menor, uma vez que, ao contrário do que acontece no PGBL, o imposto a pagar no resgate é calculado somente sobre os rendimentos obtidos, e não sobre o total sacado.

O executivo completa ainda afirmando que o fato de 53,2% das mulheres que possuem um plano de previdência optarem pela Tabela Regressiva do Imposto de Renda é mais um sinal claro de que elas planejam a compra do plano e pensam no longo prazo. “Essa tabela, no curto prazo, tem uma tributação maior, mas se você deixar o recurso guardado por 10 anos, você paga apenas 10% de tributação, ao passo que se tirar em um tempo menor pode chegar a pagar bem mais com impostos” .

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