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VIOLÊNCIA

Mulher morre baleada durante ação policial em comunidade do Rio

Mulher morre baleada durante ação policial em comunidade do Rio
16/03/2014 16:30 - AGÊNCIA BRASIL


Uma moradora morreu após ser baleada durante operação policial feita hoje (16) na comunidade de Congonha, em Madureira, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar (PM), Cláudia da Silva Ferreira foi encontrada ferida por policiais, na parte alta da comunidade, e encaminhada ao Hospital Carlos Chagas, mas não resistiu e morreu.

Depois da morte de Cláudia, moradores desceram do morro e fecharam a Avenida Edgar Romero por algum tempo, em protesto. Eles atearam fogo em lixeiras e um posto de gasolina foi apedrejado.

De acordo com a PM, policiais chegaram à comunidade pela manhã e foram recebidos a tiros por criminosos. Um homem, que segundo a polícia estava atirando nos policiais, foi baleado. Só depois de chegarem ao ponto mais alto da favela que os agentes encontraram Cláudia ferida.

As armas dos policiais foram encaminhadas à Polícia Civil para perícia, para verificar se o tiro que matou a moradora partiu da PM ou dos criminosos.

Outro protesto contra uma ação policial ocorreu hoje na comunidade de Vila Aliança, na zona oeste, onde a PM tem feito buscas de suspeitos e armas para consolidar a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na vizinha Vila Kennedy.

Depois de uma ação que resultou na prisão de um homem e na apreensão de um fuzil, moradores da Vila Aliança atearam fogo em um ônibus na Rua Belila, que dá acesso à comunidade. Em ambas as favelas, o policiamento foi reforçado.

Em outra ação policial, na comunidade do Pica-Pau, em Cordovil, na zona norte da cidade, três pessoas ficaram feridas. Segundo a Polícia Militar, os três foram atingidos em confronto com agentes.

Felpuda


Acontecimentos policiais de grande repercussão deverão refletir seriamente na jornada de uns e de outros. Os cortes nos “tentáculos do polvo” os deixaram sem respaldo para enfrentar a maratona que há tempos participam, e com sucesso. Ao mesmo tempo que ficaram sem o aconchego financeiro, afastaram-se do abraço, até então muito amigo, preocupados com o ditado popular que afirma:  “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”.