sábado, 21 de julho de 2018

DICAS

Mude a estratégia de investimento

20 JAN 2011Por INFOMONEY09h:18

A maioria dos investidores já se questionou sobre o momento certo de mudar a estratégia de seu investimento ou qual tipo de aplicação seria melhor para suprir suas necessidades e objetivos. 

Para o educador financeiro Mauro Calil, do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil&Calil, o brasileiro tem o “péssimo” hábito, adquirido na época da inflação, de colocar todo o dinheiro disponível para aplicação no investimento que rende mais.

“Hoje em dia isso não funciona mais. O importante é que seja feita uma estratégia de investimentos e a mudança dessa estratégia deve ser embasada em algumas questões básicas”, diz.

Perguntas
Segundo Calil, em primeiro lugar a estratégia deve responder às seguintes perguntas: Qual o volume financeiro a ser investido, o prazo do investimento e o objetivo desta aplicação.

O educador lembra que, mesmo que o objetivo de todos os investidores seja ganhar mais dinheiro, é importante que seja estipulado onde será investido esse montante e cita um exemplo:

 “Você vai investir durante 5 anos com o objetivo de pagar a sua festa de casamento. Ou vai investir para trocar de carro daqui há alguns anos. Se houver algum problema e você não conseguir trocar de carro, por exemplo, será bem diferente de você não conseguir o dinheiro para a festa de casamento, que já está marcada e não pode esperar”, afirma.

 Segundo ele, a partir do momento que você tem essas questões em mente, fica mais fácil saber a hora de mudar de estratégia.

A primeira dica do especialista é mudar quando o seu objetivo for atingido. “Quando você alcança a meta que foi estipulada já pode começar a traçar novas estratégias”, diz.

Outro fator que pode causar uma alteração é alguma questão macroeconômica que venha a prejudicar seus investimentos atuais, como, por exemplo, uma alta muito acentuada na inflação. “Neste caso, também é importante que o investidor revise sua estratégia e sejam feitos ajustes na carteira de investimentos, para evitar que sua aplicação seja prejudicada”.

Ainda segundo Calil, a criação de alguma nova tecnologia que substitua a atual no ramo em que você está investindo pode ser outro ponto importante para mudar de investimento ou adotar alguma outra estratégia para a carteira de ativos.

“Por exemplo, se você investe em ações ou fundos de investimentos em ações da Petrobras e o petróleo deixa de ser usado em grande escala, substituído por outro produto, você terá de rever suas aplicações e optar por outro ativo”, pontua.

Diversificação
O educador também ressalta a importância da diversificação na hora de investir. “A diversificação vai te proteger de solavancos menores. É a velha história de separar os ovos em várias cestas. Se, por algum motivo, a cesta for afetada por uma crise, você vai ter outra cesta garantida e não corre o risco de perder tudo”, ressalta.

Entretanto, Calil lembra que a diversificação também depende do volume financeiro que vai ser investido. “Quanto maior o volume de dinheiro disponível para investir, mais fácil diversificar e maior a chance de multiplicar os rendimentos. É aquela premissa de que dinheiro faz mais dinheiro”.

Perfil
Para Calil, outra questão fundamental para a diversificação do investimento é o perfil de cada investidor. “Existem pessoas que não conseguem aplicar na bolsa, por exemplo, que têm gastrite só de pensar no índice Bovespa (Ibovespa) e nas oscilações do mercado financeiro. Neste caso, é melhor fazer outro tipo de aplicação, que envolva menos riscos”, aconselha.

Consultor financeiro
O maior problema de recorrer a um consultor financeiro são os custos. De acordo com Callil, os preços de uma consultoria deste tipo podem variar de R$ 1.100 por mês até R$ 750 por hora.

Assim, uma opção para o investidor que quer ter dicas e opiniões de especialistas para adotar sua estratégia de investimento e saber a hora ideal de alterá-la é procurar seu banco. “Existem bancos de varejo que possuem programas de educação financeira e podem ajudar na tomada de decisões”, diz o educador. Mas lembre-se: a opinião e decisão final é sempre do investidor, pois é o dinheiro dele que está em jogo!

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