Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

Mudança deve melhorar estrutura e reduzir riscos de contaminação

25 SET 2010Por 09h:32

A transferência dos “dogueiros” para um local dotado de infraestrutura como, por exemplo, o complexo da Orla Ferroviária, também traz ganhos à saúde da população campo-grandense, ao reduzir os riscos de contaminação de alimentos manuseados e servidos nestes estabelecimentos. Segundo informações do chefe do serviço de fiscalização de alimentos da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Milton Zaleski, os trailers de lanches vêm cumprindo com as normas sanitárias e não há registros de irregularidades cometidas por esse tipo de estabelecimento durante a fiscalização da vigilância sanitária. Caso seja flagrado algum tipo de irregularidade, os trailers podem ser multados, em valores que variam de R$ 100 a R$ 5 mil dependendo da gravidade, e ter a comercialização de alimentos suspensa.
Entre as exigências gerais, estão os cuidados com a conservação dos alimentos (os frios devem ser mantidos em freezer ou isopor e os quentes em temperatura mais elevada). Também é observado se o estabelecimento tem carteira de saúde, se os funcionários estão devidamente uniformizados e se o ambiente está suficientemente higiênico. Os trabalhadores também devem obrigatoriamente ter passado por curso de higiene e manipulação de alimentos.
No caso específico dos trailers, enfatiza Milton Zaleski, todo alimento tem que estar protegido (coberto ou mantido sob refrigeração), para que não fique exposto a contaminação. “Também recomendamos aos comerciantes nunca utilizar alimento que sobrou, preparando apenas o suficiente para o consumo do dia. O que sobrar tem que ser eliminado”, explicou.
Diferentemente de estabelecimentos “fixos”, os trailers são obrigados a redobrar os cuidados com a lavagem de utensílios, além da higienização das mãos, já que funcionam em locais sem fornecimento regular de água. “Muitos deles têm um reservatório em cima, para lavagem, mesmo assim não deixa de ser uma situação improvisada e nós não queremos isso”, comentou Milton Zaleski.
Outra questão problemática é a ausência de banheiros, problema que seria solucionado caso os comerciantes fossem transferidos para local dotado de infraestrutura, com a disponibilização de sanitários químicos. “Com certeza melhoram as condições e se tem a garantia de alimentos sem contaminação”, comentou o chefe de fiscalização de alimentos da Sesau. (DA)

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