segunda, 16 de julho de 2018

REIVINDICAÇÕES

MST promove manifestação em frente ao Incra e em rodovias

24 NOV 2010Por EVELIN ARAUJO E VIVIANNE NUNES12h:09

 

Cerca de 150 pessoas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) promovem uma mobilização para pressionar a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em frente à sede do Instituto, na BR-163 e na Rodovia MS 487. Uma comissão da Coordenação Estadual do MST, representada por José de Oliveira e Egídeo Brunetto está em Brasília para se reunir com o superintendente regional Manoel Furtado Neves.

O superintendente foi ontem para a capital federal e hoje pela manhã, ao chegar para a reunião com o presidente do Incra, se deparou com os representantes da coordenação de MS, conforme informou a assessoria do Instituto.

Integrante da Coordenação Estadual do MST, Tadeu de Morais explica que eles reivindicam agilização dos processos de reforma agrária no Estado, assim como a falta de assistência técnica, falta de cestas básicas e atrasos na liberação de crédito de apoio, como o do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A assessoria do Incra alega que o atraso aconteceu por conta da Operação Tellus, mas que agora tudo está dentro da normalidade.

Tadeu diz ainda que está em pauta, na reunião de Brasília, a questão dos 'brasiguaios', que estão às margens da BR-163 bloqueando a estrada como forma de manifestação. “As pessoas da Santo Antônio, para onde querem mandar os 'brasiguaios', também estão precisando de tudo e estão sem apoio nenhum. Como eles vão receber mais gente por lá?”, questiona o membro da Coordenação. 

Está prevista uma reunião entre a Coordenação Estadual do MST que está no manifesto na Capital e com uma comissão, formada por chefe de setores do Incra, às 14h. A assessoria frisou que não haverá reunião se não existirem pautas locais para serem discutidas, já que as reivindicações do Movimento estão em pauta já na reunião que acontece em Brasília.

 Os manifestantes prometem ficar em frente à sede do Incra na Capital até que todas as reivindicações sejam resolvidas. "Viemos preparados para ficar por uma semana, se for necessário", afirma Tadeu.

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