Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

desenvolvimento econômico

MS investe em energia para crescer neste ano

13 FEV 2011Por 00h:00

 

A situação já mudou muito no Estado, que tem 51 empreendimentos produzindo 8.036 MW. Em relação a 2008, quando a produção era de 7.433 MW, houve aumento de 8%. E a situação tende a crescer ainda mais, com previsão de acréscimo de 18,9% (1.526,2 MW) na capacidade geradora com cinco usinas hidrelétricas (2) e termelétricas (3) em construção no Estado, segundo levantamento do Radar Industrial, da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems). O número inclui outras 16 autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

"A energia elétrica é o insumo mais importante para a indústria", explica o economista e professor da Anhanguera Uniderp e da FacSul Eugênio Pavão. "A primeira coisa é o fornecimento de energia", ressalta o presidente da Fiems, Sérgio Longen, que a coloca na frente de outras exigências, como logística, mão de obra e incentivos fiscais.

Para o secretário estadual de Fazenda, Mário Sérgio Lorenzetto, com a construção dos novos empreendimentos e dos 1.115 quilômetros de linhas de transmissão, ou linhões, como são conhecidos, o Estado passará a ter condições de levar o desenvolvimento econômico a todos os municípios. O Governo estadual, em parceria com o Ministério das Minas e Energia, vem garantindo a energia em abundância e estável para atrair novas indústrias e manter as atuais. O segundo item, além dos incentivos, é a infraestrutura logística, com pavimentação e recuperação de rodovias, duas ferrovias e aeroportos. Só na ampliação do aeroporto internacional de Campo Grande, o Governo federal prevê investimento de R$ 250 milhões.

 Demanda
Nos últimos cinco anos, o consumo de energia em Mato Grosso do Sul cresceu 18%, de 3,3 milhões de MWh, em 2005, para 3,949 milhões de MWh no ano passado. Somente a indústria cresceu 24,8% neste período, de 496,8 mil para 619,8 mil MWh, conforme o Radar Industrial. No mesmo período, o número de indústrias cresceu 39%, de 6.835 para 9.512.

E para manter este ritmo, com previsão de crescer 5% neste ano, o poder público viabiliza a construção dos linhões. O objetivo é acabar com os gargalos para a chegada de novas empresas em qualquer região do Estado. Este é o caso do município de Corumbá, o terceiro maior e o mais antigo.

Após sonhar por mais de uma década com a construção de uma termelétrica, a cidade branca já faz planos de realizar os sonhos do desenvolvimento com o linhão de 295 quilômetros que começa a ser construído neste ano. De acordo com o secretário municipal de Gestão Governamental, Cássio da Costa Marques, a linha vai resolver dois problemas: a falta e a instabilidade de energia elétrica. "Vamos poder ampliar a nossa atividade industrial", destaca.

E um dos projetos prontos para sair do papel é a ampliação em 400% da produção de minério de ferro, de 3 milhões para 15 milhões de toneladas por ano, pela Vale. E até a usina de ferro-liga, desativada há mais de um ano, poderá voltar a produzir 1,8 mil toneladas por mês.

O linhão poderá até exportar energia para a Bolívia, que está construindo um polo minero-siderúrgico junto com uma multinacional indiana. Eles podem desistir da termelétrica e comprar energia do Brasil.

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