Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

PRORROGAÇÃO

MPE quer manter suspeitos fora da Câmara

18 DEZ 2010Por Fábio Dorta, Dourados02h:20

O Ministério Público Estadual (MPE) deverá entrar na semana que vem no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) com pedido de prorrogação por mais 90 dias do afastamento dos oito vereadores de Dourados, presos na Operação Uragano da Polícia Federal.

Eles estão afastados desde o último dia 5 de outubro em decisão proferida pelo desembargador Rubens Bossay, após recurso interposto pelo MPE, depois que o juiz da 4ª Vara Cível Carlos Alberto Rezende Gonçalves havia negado o pedido. Por enquanto, eles estão afastados até o próximo dia 3 de janeiro. Mesmo fora do cargo, eles continuam recebendo salários da Câmara Municipal.

Marcelo Barros (DEM) e Paulo Henrique Bambu (DEM), Humberto Teixeira Júnior e Aurélio Bonatto (PDT), Cláudio Marcelo Hall, o Marcelão (PR), Júlio Artuzi (PRB), José Carlos Cimatti (PSB) e Zezinho da Farmácia (PSDB) poderão retomar seus cargos caso o período de afastamento não seja prorrogado. Além deles, também está afastado o suplente Edivaldo Moreira (PDT).

Sem retorno
O MPE quer evitar o retorno dos vereadores ao Legislativo já que todos estão respondendo processo na Justiça. Eles foram denunciados por vários crimes, a acusação mais grave é de recebimento de propina para aprovar na Câmara Municipal projetos de interesse do Poder Executivo que, na época, era comandado por Ari Artuzi (sem partido), que renunciou ao cargo de prefeito.

Caso os vereadores retornem ao Legislativo seriam paralisadas, por exemplo, as 16 comissões processantes abertas com objetivo de cassar seus mandatos por corrupção. As comissões são compostas na maioria pelos suplentes que assumiram cargos exatamente por causa do afastamento dos titulares.

Dos 12 vereadores do município, nove foram presos na operação e dez foram denunciados pelo MPE. Somente a atual prefeita interina Délia Razuk não foi envolvida no escândalo.


 

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