Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

JUSTIÇA

MPE pede quebra de sigilo bancário na Assembleia

25 ABR 2011Por EVELIN ARAUJO E GABRIEL MAYMONE09h:22

 

O procurador geral de Justiça do Estado, Paulo Alberto de Oliveira, convocou a imprensa nesta manhã para anunciar que o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou hoje com um mandado judicial para quebra de sigilo bancário da Assembleia Legislativa (AL) de Mato Grosso do Sul.


Segundo Paulo Alberto, a medida é necessária para dar continuidade às investigações da operação Uragano (operação que investiga fraudes e corrupção na prefeitura de Dourados), “Precisamos ter acesso a esses documentos para analisar e cumprir o dever do Ministério Público, que é o de esclarecer a sociedade sul-mato-grossense”, esclarece o procurador.


Caso o pedido seja negado, o MPE vai entrar com os recursos cabíveis até se esgotarem as alternativas, afirma o procurador, que completa dizendo que até agora todas as solicitações do órgão foram atendidas.


A procuradoria geral vai investigar primeiro as contas públicas para depois começarem as investigações das pessoas supostamente envolvidas no caso, “A investigação ainda está na fase inicial, a Assembleia entregou parte dos documentos solicitados mas ainda não há como mensurar os resultados obtidos até agora”, explica Paulo Alberto.


“Esperamos não encontrar irregularidades nas contas públicas, e essa investigação servirá como forma de esclarecimento à sociedade”, responde o procurador quando questionado sobre as expectativas do que eles irão encontrar nas contas públicas da AL.

A investigação tem como base esclarecer as declarações feitas por Ary Rigo em um vídeo divulgado no Youtube, no dia 21 de Setembro do ano passado.


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No vídeo, Rigo garante que por meio do Poder Legislativo seriam repassados mensalmente ao Tribunal de Justiça R$ 900 mil e ao Ministério Público, R$ 300 mil. Fala, também, que nenhum deputado recebia menos de R$ 120 mil por mês. Ao governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), a Assembleia Legislativa devolvia R$ 2 milhões em espécie, afirma o parlamentar. Rigo também afirma ter influenciado a decisão do desembargador Claudionor Abss Duarte de negar o pedido de prisão de Artuzi antes de ser deflagrada a Operação Uragano, em 1º de setembro. 

Atualizada às 10h49min para acréscimo de informações

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