CIDADES

Motoristas de táxi fecham a fronteira em sinal de protesto

Motoristas de táxi fecham a fronteira em sinal de protesto
23/04/2010 07:28 -


Sílvio Andrade, Corumbá

O roubo do terceiro táxi em duas semanas, ocorrido na noite de quarta-feira, desencadeou um protesto dos taxistas de Corumbá e Ladário. Ontem pela manhã, a categoria bloqueou por quatro horas, com seus veículos, a rodovia Ramon Gomez, que dá acesso à Bolívia, exigindo providências das autoridades policiais para conter a onda de violência na fronteira.

Em apenas 50 dias foi registrado o roubo de sete táxis do lado brasileiro, gerando revolta e medo entre os taxistas. A Operação Sentinela na fronteira, com a participação da Força Nacional, combatendo o tráfico de drogas e armas e descaminho, desencadeou uma sequência de assaltos a residências e pessoas, em Corumbá e Ladário, além de roubos de veículos.

A ação dos bandidos, que não se intimidam com a presença permanente de policiais federais e militares na fronteira, e a reação dos taxistas, levaram o comando da Polícia Militar em Corumbá a convocar uma reunião para discutir um plano de emergência que estará sendo desenvolvido. O encontro será realizado hoje, às 9h, com a presença do sindicato da categoria.

“A demora na comunicação de um crime favorece os bandidos e atrapalha a ação da polícia”, alega a PM, em nota divulgada ontem sobre o caso. A polícia conseguiu recuperar dois táxis este mês e até o final da tarde de ontem não tinha localizado ainda o veículo roubado em Ladário – o Classic de cor branca, quatro portas, placa HRO 9204.

Reação
A notícia do roubo, que ocorreu por volta das 22h30min de anteontem, levou os taxistas a fazerem vigília na região de fronteira desde a madrugada de ontem, acompanhando a polícia nas buscas. O bloqueio foi iniciado às 6h, com a participação de 70 veículos, em frente ao posto de pedágio da Ramon Gomez. O fechamento da rodovia provocou congestionamento de 2 quilômetros.
Participando do movimento, a vítima, Victor da Costa Vital, 24, contou que foi amarrada e abandonada em um matagal no bairro Nova Aliança.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".