Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

petróleo

Morte de Bin Laden puxa ações

2 MAI 2011Por ESTADÃO10h:02

O anúncio da morte de Osama Bin Laden repercute nos mercados internacionais neste início de semana. A primeira reação é de alta das ações e queda do petróleo no exterior, indicando redução de riscos. Entretanto, o dólar não consegue se beneficiar do ambiente e segue caindo em relação ao euro.

Enquanto os analistas traçam os principais desdobramentos da notícia, não se descarta uma postura mais cautelosa nos próximos dias, diante dos temores de represálias. O próprio Departamento de Estado americano emitiu um alerta sobre o risco de violência antiamericana.

O anúncio da captura e morte do líder do grupo extremista islâmico Al-Qaeda, responsável pelo ataque às torres gêmeas em 11 setembro de 2011, foi feito ontem à noite pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. “A justiça foi feita”, disse. Bin Laden foi morto em operação da CIA em uma região montanhosa do Paquistão, próxima à fronteira com o Afeganistão.

As primeiras análises indicam que a informação pode aumentar a confiança dos investidores e consumidores nos EUA. No campo político, eleva as chances de reeleição de Obama e enfraquece os republicanos na briga pela redução do déficit público. “O impacto de curto prazo sobre a confiança do consumidor dos EUA pode ser benéfico. No entanto, as principais razões para a atual baixa confiança não desapareceram: o desemprego e o preço da gasolina ainda estão elevados”, avalia Philip Marey, analista do Rabobank.

Ao menos o segundo motivo encontra certo alívio hoje. O petróleo reage em queda ao anúncio da morte do terrorista.

Teoricamente, a notícia também poderia favorecer o dólar. Mas, a moeda norte-americana realmente não encontra forças para mudar de rumo. Operadores relatam que, num primeiro momento, o euro até chegou a ceder durante a madrugada. Mas, a divulgação da atividade industrial da zona do euro (PMI) em abril voltou a derrubar o dólar. O indicador subiu para 58 no mês passado, de 57,5 em março, mostrando a recuperação das maiores economias do bloco.

Juntando com o avanço da inflação, é mais um argumento para o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, na sua estratégia de aperto monetário. Como o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) está num caminho bem diferente e relaxado, o diferencial de juros segue pressionando o dólar.

Os próximos dias, aliás, trarão informações relevantes para a análise do cenário internacional. Afinal, este é apenas o começo de uma semana agitada.

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